FMI elogia o Pix do Banco Central do Brasil em novo relatório que destaca regulação das criptomoedas no país

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) publicou um novo relatório com avaliações sobre a estabilidade do sistema financeiro do Brasil na quinta-feira (23), em um documento que elogia a revolução causada pelo sistema Pix e destaca o crescimento acelerado das operações com criptomoedas no território nacional.A adoção do sistema de pagamentos instantâneos transformou a rotina bancária dos brasileiros com custos baixos e amplo acesso aos cidadãos, diz o relatório do FMI.De acordo com o estudo, a ferramenta atua como um catalisador de inclusão e estimula uma transição forte para os serviços digitais de finanças.Já as negociações com ativos descentralizados no Brasil passam por uma expansão notável com fluxos transfronteiriços acima da média global após 2017. As transferências financeiras baseadas em redes de criptomoedas crescem em um ritmo superior ao Produto Interno Bruto (PIB) nominal do país.Com o relatório Financial System Stability Assessment (FSSA), elaborado no âmbito do Programa de Avaliação do Setor Financeiro (Financial Sector Assessment Program – FSAP), o FMI publicou o novo documento que não era atualizado desde 2018.“O FSAP confirma a robustez do sistema financeiro brasileiro e reconhece avanços importantes alcançados desde a última avaliação, especialmente em inovação, inclusão financeira e fortalecimento regulatório. Ao mesmo tempo, apresenta recomendações valiosas para o aperfeiçoamento contínuo da supervisão e da estabilidade financeira, contribuindo para que o país siga preparado para enfrentar os desafios de um sistema em rápida transformação“, afirma Enrico de Bezerra Ximenes de Vasconcelos, Chefe da Secretaria de Governança, Articulação e Monitoramento Estratégico (Segov) do Banco Central (BC).Fundo Monetário Internacional sugere melhorias para gestão de riscos do PixOs especialistas do FMI recomendam um aprimoramento da resiliência operacional do Pix para conter ameaças cibernéticas e fraudes em alta.O Banco Central do Brasil (BCB) precisa adotar um formato de gerenciamento de riscos com integração completa de todos os participantes.A formalização da política de supervisão exige a separação clara das funções operacionais e de controle dentro da autarquia.Na visão do FMI, assim o serviço de pagamentos instantâneos consegue capturar falhas originadas por provedores de serviços críticos ou por conexões internacionais com a rede de liquidação.O documento da instituição internacional aborda a necessidade de acordos de cooperação com jurisdições estrangeiras ligadas ao sistema de transferências.A popularidade da ferramenta demanda arranjos de liquidez extras para evitar falhas graves em cenários de estresse nos mercados de capitais.Regulação de criptoativos recebe alertas sobre lacunas na proteção de clientesO FMI reconhece os passos decisivos do Banco Central na regulação dos provedores de serviços de criptomoedas no Brasil.Contudo, a estrutura legal carece de mudanças para garantir a segurança dos clientes e a integridade completa das negociações de risco.As vulnerabilidades do setor envolvem a falta de segregação de patrimônio e a ausência de proteção contra insolvência das corretoras.O relatório cobra exigências rígidas de capital para as empresas atuantes na custódia de saldos com base em riscos reais.Outro ponto de alerta recai sobre a falta de uma base jurídica capaz de regular a emissão de moedas pareadas ao dólar.O mercado de criptoativos brasileiro consome esse tipo de produto em volumes expressivos com forte sensibilidade a choques externos.Supervisão de criptomoedas exige foco em combate a crimes financeirosOs diretores do órgão financeiro pedem a implementação de regras duras contra a lavagem de dinheiro nas corretoras cripto.As exigências aplicadas aos provedores de serviços de criptoativos devem seguir os padrões traçados por comitês globais de segurança com rigor.O avanço ininterrupto desse setor financeiro atrai a atenção de investidores locais e exige a criação de canais de cooperação externa, pontuou o FMI.Autoridades estrangeiras podem colaborar com os supervisores nacionais na busca por transparência ampla nas operações sem fronteiras e combater ilícitos.A rede de liquidação nacional avança rumo a um futuro moderno com um misto de inovações locais e adoção de novas tecnologias.As recomendações sugeridas buscam blindar o patrimônio da população contra fraudes sistêmicas e garantir a solidez das empresas do ramo.Monitoramento ininterrupto evita riscos sistêmicos em ecossistema criptoO fluxo intenso de capital na economia de criptomoedas obriga as agências reguladoras a estruturar um controle robusto e abrangente.A leitura do FMI identifica cruzamentos inegáveis entre as atividades com moedas descentralizadas e o sistema financeiro tradicional do país.O quadro de supervisão vai exigir sistemas analíticos avançados para acompanhar o dinamismo acelerado das carteiras mantidas na web.O aprimoramento dessas leis fecha lacunas operacionais importantes e prepara o mercado para uma convivência segura com as finanças tecnológicas em expansão.Fonte: FMI elogia o Pix do Banco Central do Brasil em novo relatório que destaca regulação das criptomoedas no paísVeja mais notícias sobre Bitcoin. 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