SP do barulho: Psiu tem aumento de queixas e chamados em aberto

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A capital paulista jamais teve o sossego da vida no campo, mas o ruído excessivo tem incomodado até quem está acostumado com a agitação da cidade grande. Obras, bares, templos religiosos e veículos com som alto impulsionam os chamados ao Programa Silêncio Urbano (Psiu), da Prefeitura de São Paulo.No primeiro semestre deste ano, o serviço recebeu 28.988 queixas, ante 24.464 no mesmo período de 2025, um aumento de 18,5%. Até esta semana, três em cada quatro reclamações registradas entre janeiro e junho ainda não haviam sido solucionadas.Em abril, o Metrópoles mostrou que moradores vizinhos a prédios em construção convivem com barulho que, em alguns casos, se estende até a madrugada. O levantamento também revela uma mudança no perfil das reclamações: os dias úteis, tradicionalmente mais tranquilos, passaram a concentrar a maior parte dos chamados ao 156. Já os fins de semana respondem por 40% das queixas encaminhadas ao Psiu.O ranking da distribuição geográfica dos chamados aponta para uma predominância de bairros no centro expandido, com a liderança da Sé.Subprefeitura – ChamadosSé – 3.146Vila Prudente – 2.341Pinheiros – 1.696M’Boi Mirim – 1.598Lapa – 1.400Penha – 1.380Mooca – 1.338Vila Mariana – 1.297Ipiranga – 1.247Butantã – 913Demora no atendimentoOs números coletados diretamente no Portal da Transparência da Prefeitura mostram que a administração tem demorado a dar resposta à população. Segundo os dados, 75% dos chamados realizados entre janeiro e junho permaneciam em aberto, sem um parecer, até a última quinta-feira (23/7). Já a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia diz que cerca de 40% das solicitações do primeiro semestre já constam como finalizadas. Leia também São PauloLei do Psiu: Nunes quer multa por barulho para residências e adegas São PauloTJSP suspende lei do PSIU, que acabava com limite de barulho em shows e eventos São PauloCâmara exclui cultos de projeto que prevê multa por barulho em SP São PauloQueixas por barulho explodem em SP e moradores criticam ruído de obras Apesar de ser a principal referência para o cidadão quando se fala em fiscalização contra barulho, o Psiu não tem como foco todo tipo de ruído. Bailes funk, aglomerações nas ruas, latidos de cães e festas em imóveis residenciais estão fora do escopo de atuação do programa e cabem, em grande parte, ao 190 da Polícia Militar.Em 2023, o Metrópoles mostrou que em apenas quatro meses a PM chegou a receber 180 mil chamados por causa da perturbação de sossego: um por minuto, em média.O que diz a prefeituraA Secretaria Municipal das Subprefeituras (SMSUB) diz que cresceu 84% o número de demandas atendidas pelo Psiu no 1º semestre de 2026 em comparação ao mesmo período do ano anterior, passando de 18.381 para 33.828.“Esse resultado é fruto do reforço no quadro de Fiscais de Posturas, decorrente de concurso público realizado em 2024, e da adoção de medidas de eficiência. As Subprefeituras da Sé, Vila Prudente, Pinheiros, M’Boi Mirim e Lapa recebem maior volume de ações fiscalizatórias”, afirmou.Segundo a prefeitura, o planejamento das equipes é realizado com base em critérios técnicos.Em relação às obras de construção civil, as solicitações de fiscalização passaram de 2.298 para 2.798 entre os primeiros semestres de 2025 e 2026, uma alta de 21,76%. “No entanto, essas ocorrências representam cerca de 10% do total de demandas do Psiu, não sendo possível estabelecer relação direta entre esse segmento e o aumento geral das solicitações”, explicou, em nota.