Caiado repudia possibilidade de EUA questionar eleições no Brasil

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O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado, reagiu à tentativa dos EUA de enviar observadores internacionais ao Brasil, sob o pretexto de acompanhar e questionar a lisura das eleições brasileiras.“Eu confio nas urnas eleitorais do Brasil. Também sempre concordei que cada eleição tivesse a presença de observadores de diferentes países, tantos quantos quisessem acompanhar o processo eleitoral brasileiro. Mas considero inadmissível que qualquer país, incluindo os EUA, queira colocar em dúvida a lisura e os resultados das nossas eleições”, ressaltou o goiano, nesse sábado, no X.Também nesse sábado, o jornal The Washington Post afirmou, em reportagem, que o governo Trump planejou enviar uma missão ao Brasil com o objetivo de lançar dúvidas sobre a integridade do processo eleitoral, além de produzir um relatório com informações para deslegitimar o pleito marcado para outubro. Leia também BrasilItamaraty nega visto a oficiais dos EUA que pretendiam questionar eleições MundoRelembre as vezes em que os EUA influenciaram a política no Brasil Mundo“Mentira infundada”: EUA nega plano para interferir nas eleições do Brasil BrasilEleição no Brasil contaminou negociação com EUA, dizem ex-embaixadores De acordo com o jornal, a delegação seria composta por dois funcionários do Departamento de Estado dos EUA e deveria chegar a Brasília nos próximos dias. Foram escalados para a missão Riley M. Barnes, secretário de Estado adjunto para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho (DRL), e Samuel D. Samson, subsecretário adjunto do DRL.Visto negadoO Itamaraty negou o visto dos oficiais norte-americanos. Logo depois, o Departamento de Estado norte-americano afirmou que a vinda dos dois oficiais ao Brasil não tinha como objetivo desacreditar as eleições brasileiras. A afirmação, segundo o governo de Donald Trump, seria uma “mentira infundada”.“Qualquer insinuação de uma ‘conspiração’ para minar a eleição de uma nação democrática é uma mentira infundada. Tratou-se de uma visita de rotina”, diz trecho de nota enviada ao Metrópoles.