Dólar avança R$ 5,11 sem suporte do petróleo

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O dólar à vista ganhou força ante o real, que teve o pior desempenho entre os emergentes em relação à moeda norte-americana. O movimento refletiu a baixa dos preços do petróleo no mercado internacional com a trégua no conflito no Oriente Médio.Nesta segunda-feira (27), o dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,1122, em alta de 0,62%.O dólar acompanhou o fortalecimento da divisa no exterior. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, subia 0,04%, aos 101.506 pontos.O que mexeu com o dólar hoje?O cenário geopolítico seguiu como o foco dos investidores contribuindo para o enfraquecimento do dólar durante a maior parte do pregão desta segunda-feira. Os Estados Unidos e o Irã interromperam a troca de ataques no Oriente Médio, o que fez com que os preços do petróleo operassem no terreno negativo. De acordo com o presidente dos EUA, Donald Trump, a suspensão dos ataques ao Irã foi feita após países envolvidos nas negociações e nações do Oriente Médio terem pedido uma nova tentativa de avanço nas negociações diplomáticas com o Irã, disse ao Channel 12 de Israel. No entanto, Trump alertou que poderá ordenar o retorno da ação militar mais incisiva caso os esforços diplomáticos fracassem. Questionado sobre o tempo que será dedicado aos esforços diplomáticos, o presidente dos EUA respondeu: “Não muito tempo. Ou avançará rapidamente, ou não acontecerá de todo”.Ao embarcar no Air Force One, Trump disse que tem “muito tempo” para lidar com o Irã e que há uma boa chance de que saia um acordo com o país persa. Com isso, o contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para outubro fechou com recuo de 6,33%, a US$ 85,87 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para setembro teve queda de 7,50%, a US$ 82,61 o barril.Por dentro dos mercadosReceba gratuitamente as newsletters do Money TimesOBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.