As ações das petroleiras registram forte baixa na sessão desta segunda-feira (27), em um dia de derrocada para o petróleo com a pausa nos ataques.Às 10h20 (horário de Brasília) desta segunda-feira (27), PRIO (PRIO3, R$ 56,82, -3,40%), Petrobras (PETR3, R$ 46,05, -3,15%;PETR4, R$ 40,85, -3,25%) e PetroRecôncavo (RECV3, R$ 10,34, -2,36%) registravam forte queda. Contudo, a baixa não era proporcional à desvalorização do petróleo na sessão. O petróleo Brent chegou a cair mais de 9% em Londres, recuando para menos de US$ 88 o barril, poucos dias depois de ter ultrapassado a marca de US$ 100. A referência americana West Texas Intermediate (WTI) também recuou, assim como o gás natural europeu.Após 13 noites consecutivas de ataques destinados a reduzir a capacidade do Irã de atacar navios comerciais, os EUA aparentemente suspenderam as operações desde o final da sexta-feira. A República Islâmica, por sua vez, sinalizou que estava se abstendo de qualquer retaliação e manteve conversas com Omã sobre o Estreito de Ormuz.Leia tambémPetróleo brent despenca 9%, abaixo de US$ 90, com pausa no conflito no Oriente MédioApós 13 noites consecutivas de ataques destinados a reduzir a capacidade do Irã de atacar navios comerciais, os EUA aparentemente suspenderam as operações desde o final da sexta-feiraAo mesmo tempo, navios estão prontos para carregar petróleo no terminal do Caspian Pipeline Consortium, na costa russa do Mar Negro, o principal ponto de exportação para barris do Cazaquistão. Embarcações haviam sido alvo de ataques de drones ucranianos nos últimos dias, deixando os armadores relutantes em atracar no local e bloqueando um ponto vital de abastecimento para compradores europeus.Os contratos futuros acumulam alta de cerca de 20% neste mês, uma vez que os Houthis, apoiados pelo Irã, ameaçam as exportações sauditas a partir do Mar Vermelho — uma rota alternativa crucial desde que a guerra prejudicou o fluxo através de Ormuz. O conflito, que completa cinco meses, alimentou receios de um choque inflacionário à medida que os estoques diminuem e os preços dos combustíveis disparam.“A pausa nos ataques e os relatos de progresso nas negociações aumentaram as expectativas de que um caminho para a desescalada surja novamente, o que poderia levar a uma retomada dos fluxos”, disse Saul Kavonic, analista sênior de energia da MST Marquee. No entanto, “há um alto risco de que qualquer cessar-fogo se mostre apenas temporário”, acrescentou ele.Antes da pausa na ação militar dos EUA, o presidente Donald Trump havia levantado a possibilidade de intensificar as ações, ecoando uma longa série de ameaças de escalada do conflito. O presidente disse ao Axios na semana passada que estava considerando um “ataque massivo”.Questionado no fim de semana, no programa Meet the Press da NBC, se o líder dos EUA havia decidido não escalar o conflito, o embaixador nas Nações Unidas, Mike Waltz, disse que ele estava “dando espaço às negociações”.Enquanto isso, militantes houthis no Iêmen afirmaram ter atingido instalações ligadas à Saudi Aramco nas cidades portuárias de Jizan e Yanbu, no Mar Vermelho, no sábado; no entanto, nem Riad nem a produtora estatal confirmaram a informação.Yanbu, o terminal ocidental do oleoduto Leste-Oeste, tornou-se o principal ponto de escoamento de petróleo bruto do reino desde que o Estreito de Ormuz foi efetivamente fechado. Jizan abriga uma refinaria e um terminal de exportação.(com Reuters)The post PRIO, Petrobras e PetroRecôncavo são destaque de queda com forte baixa do petróleo appeared first on InfoMoney.