Um integrante do PCC, identificado como Rildo dos Reis Cerqueira, conhecido como “R7”, foi morto durante a Operação Commodity da Polícia Federal contra um esquema bilionário de tráfico de drogas ligado à facção paulista e ao CV (Comando Vermelho).De acordo com a PF, ele teria resistido à prisão durante cumprimento de mandado e reagido com disparos de arma de fogo na direção dos policiais. Após troca de tiros, o homem foi atingido e recebeu os primeiros socorros, mas não resistiu e veio a óbito no local. Nenhum policial ficou ferido na ocorrência. Até o momento, nove pessoas foram presas na operação.Entenda a operaçãoA Polícia Federal faz uma grande operação contra um esquema bilionário de lavagem de dinheiro e tráfico internacional de drogas. A organização criminosa, que teria ligação com as facções PCC (Primeiro Comando da Capital) e Comando Vermelho, alvo teria enviado cerca de 6,5 toneladas para diversos países da Europa desde 2021.São cumpridos na manhã desta quinta-feira (23) 13 mandados de prisão preventiva e 44 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Espírito Santo. A CNN Brasil apurou que o grupo alvo tinha vínculos operacionais com as duas facções.Além das ordens, a Justiça também determinou o cumprimento de medidas cautelares diversas da prisão, além do sequestro de ativos e bloqueio de bens até o limite de R$ 1 bilhão, em desfavor de pessoas físicas e jurídicas investigadas. A PF informou que, durante o cumprimento de um mandado de prisão contra um dos investigados em Igaratá, no interior de São Paulo, o alvo resistiu e atirou contra os policiais. Após troca de tiros, ele foi atingido e, mesmo com os primeiros socorros, morreu. Leia Mais Oito das dez cidades mais violentas ficam em estados governados pelo PT Vídeo: Veja últimos momentos de empresário antes de ser sequestrado em SP Chefe de gabinete de turismo da Bahia é denunciada por suposto assédio InvestigaçõesAs investigações apontam que o grupo tinha uma rede logísitca complexa com ramificações na América do Sul, Europa e Ásia. focada na exportação marítima de cocaína para o continente europeu.Além disso, desde 2021, a organização enviou cerca de 6,5 toneladas de cocaína para diversos países da Europa. Como forma de ocultar as drogas em contêineres e burlar a fiscalização alfandegária, os investigados usavam como método a camuflagem da droga em sacos de café, cimento e argamassa, além da adulteração química de substâncias. Um exemplo seria a cocaína diluída em garrafas de refrigerante.O grupo criminoso movimentou valores bilionários por meio de uma macroestrutura financeira de ocultação patrimonial. O esquema funcionava com vários tipos de lavagem de dinheiro. Elas incluíam empresas “noteiras” e de fachada; “cripto-doleiros”; bens de luxo e imóveis de alto padrão.Os investigados podem responder pelos crimes de organização criminosa transnacional, tráfico internacional de drogas e lavagem de capitais, sem prejuízo de eventuais outros delitos que possam ser revelados no decorrer das apurações.