Como eletropostos podem ser instalados sem custos ou infraestrutura em condomínios

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O início da popularização dos carros elétricos no Brasil gerou dores de cabeça para moradores e síndicos de condomínios residenciais. No entanto, houve uma evolução nesse cenário em vários sentidos. No estado de São Paulo há uma lei que obriga condomínios a permitirem recarga de carros elétricos, com normas e regras definidas.Ao longo do tempo, a tendência é que os pontos de recarga em condomínios deixem de ser um problema e se tornem solução de conveniência. E há soluções no mercado que podem facilitar a instalação desses sistemas em locais fechados.Para local sem infraestruturaUm dos gargalos da instalação de eletropostos em condomínios é a falta de infraestrutura elétrica para atender essa demanda. Para a ampliação da capacidade energética, geralmente, é exigido um investimento elevado.A tecnologia Maestro, da empresa de franquias de eletropostos Tcharge, permite utilizar a capacidade ociosa existente ou redistribuir a energia de forma equânime para não sobrecarregar a rede. Ela foi desenvolvida em parceria com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e do Centro de Energias Alternativas e Renováveis (Cear).“Nesses casos, vários veículos carregando simultaneamente podem provocar sobrecargas, acionamento das proteções elétricas, blackout e até penalidades tarifárias. O Maestro gerencia essa demanda de forma inteligente, permitindo aproveitar a infraestrutura existente com segurança”, afirma Edgar Tavares de Melo de Sá Pereira, CEO da Tcharge. Continua após a publicidadeEstação de carregamentoJoédson Alves/Agência BrasilSe dez veículos se conectam simultaneamente com carregadores AC de 22 kW, por exemplo, e isso ultrapassar a capacidade do local, o Maestro identifica instantaneamente e redistribui o máximo respeitando o limite da rede, não superando a demanda contratada, que implicaria em multas.Essa solução é compatível tanto com carregadores AC (carga lenta ou semirrápida) quanto com carregadores DC (carga rápida) ou em uso simultâneo. A potência de cada carregador é definida de acordo com a necessidade e a capacidade elétrica do local. Além de condomínios residenciais, esse tipo de tecnologia também pode ser aplicada a estacionamentos, centros comerciais, hotéis, empresas e operações de frotas eletrificadas. Continua após a publicidade Assine as newsletters QUATRO RODAS e fique bem informado sobre o universo automotivo com o que você mais gosta e precisa saber. Inscreva-se aqui para receber a nossa newsletter Aceito receber ofertas produtos e serviços do Grupo Abril. Cadastro efetuado com sucesso! Você receberá nossa newsletter todas as quintas-feiras pela manhã. “Em condomínios em geral, a instalação típica ocorre em dois cenários: em garagens individuais, onde são instalados carregadores de carga lenta ou semirrápida em corrente alternada (AC), com potências de 7 kW, 11 kW ou 22 kW, adequados para o carregamento de longa duração; e em garagens compartilhadas, onde podem ser instalados carregadores de carga rápida em corrente contínua (DC) de 40 kW ou de potências superiores”, explica Pereira.Na maior parte dos estabelecimentos com redes elétricas é possível instalar o Maestro e os carregadores em menos de uma semana. O Maestro não é um carregador em si, mas um controlador inteligente de carga e potência e custa a partir de R$ 12.000, sendo que o preço varia conforme a complexidade do sistema de energia do local, número de vagas, potência dos carregadores e as funcionalidades desejadas. O CEO da Tcharge afirma que os condomínios que adotam a solução alcançam uma valorização imobiliária entre 5% a 7%. Continua após a publicidadeInstalação sem custosOutro problema sobre eletropostos está relacionado a custos de instalação. No modelo da NeoCharge, a empresa realiza uma análise de viabilidade técnica para o empreendimento, fornece os equipamentos, executa a infraestrutura necessária e disponibiliza a operação da estação de recarga. O processo de instalação ocorre normalmente em um mês e meio.Entre os condomínios que aderiram à solução está o Madison Park, localizado em Alphaville, São Paulo. Após a instalação de dois carregadores, os equipamentos ficam em uso em 35% do tempo, ou seja, praticamente 8,5 horas por dia. No local, o custo médio de recarga é de R$ 1,69 por kWh. No entanto, de modo geral, o custo para fontes DC é de R$ 2,29 kWh e de AC, R$ 1,89 por kWh. O morador paga pela recarga pelo aplicativo da NeoCharge. Os eletropostos podem ficar dentro ou fora dos condomínios.“Quando esses carregadores ficam do lado de fora consideramos eles públicos, ou seja, pessoas externas ao condomínio também podem usar os carregadores, mas a vantagem é que muitas vezes instalamos carregadores rápidos. Quando colocamos para uso exclusivo do condomínio, são carregadores AC na grande maioria das vezes, exceto quando a demanda é muito grande, então fazemos uma substituição do AC pelo DC”, afirma Guilherme Brambilla, diretor de expansão da NeoCharge. Continua após a publicidadeEletroposto em condomínio residencialNeoCharge/DivulgaçãoO que pode inviabilizar o investimento da NeoCharge é quando as vagas definidas pelo condomínio para o carregamento ficam muito distantes do centro de medição, o que pode aumentar o custo por parte da empresa e, desta maneira, o projeto é vetado. Nesse caso específico, a NeoCharge faz uma proposta para o condomínio custear a infraestrutura em troca de um valor mais barato do kWh das recargas.“O custo do projeto tem três pilares: análise de potência (cerca de R$ 3.500) – importante para garantir que os carregadores não vão gerar nenhum problema; infraestrutura – cabeamento e conexões, essa é uma parte muito sensível do projeto, pode variar entre R$ 10 mil até o infinito, depende basicamente da distância do carregador ao centro de medição. Normalmente aprovamos até R$ 30 mil – o que dá uma distância de cerca de 25 metros; e a mão de obra, essa também depende da distância e da infraestrutura instalada, gira em cerca de R$ 10 mil”, explica Brambilla. Publicidade