Gemini 3.5 Flash Cyber: Google lança IA voltada para correção de falhas de segurança

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A Google DeepMind anunciou, nesta terça-feira (21), o Gemini 3.5 Flash Cyber. Trata-se de um modelo de inteligência artificial especializado em cibersegurança projetado para identificar, testar e corrigir vulnerabilidades em códigos de forma mais rápida e barata do que os sistemas tradicionais.Apesar do alto desempenho, a novidade não estará disponível para o público geral. Em comunicado assinado por Raluca Ada Popa, líder de segurança do Gemini, e Four Flynn, vice-presidente de segurança e privacidade da DeepMind, os executivos justificaram a restrição de acesso: “o 3.5 Flash Cyber estará disponível exclusivamente para governos e parceiros de confiança por meio do CodeMender, expandindo-se com o tempo”.Segundo os executivos, a decisão permitirá que “os defensores da linha de frente” tenham uma vantagem inicial na busca e correção de falhas críticas. O objetivo é mitigar a exploração de falhas encontradas pela ferramenta, além de minizar seu uso indevido.Flash Cyber permite análise de profissionais e evita ações maliciosasO novo modelo opera exclusivamente dentro do CodeMender, agente de IA focado em defesa lançado pela Google no final de 2025. Segundo a empresa, manter o Gemini 3.5 Flash Cyber confinado a esse ambiente facilita a aplicação de barreiras de proteção (guardrails). A estrutura evita que o sistema recuse análises forenses legítimas conduzidas por profissionais de segurança, ao mesmo tempo em que impede que suas capacidades sejam desviadas para ações maliciosas.Em testes de estresse em projetos complexos, como os navegadores Google Chrome e Apple Safari, o modelo superou concorrentes de grande porte. A Big Tech afirma que, na avaliação do motor de JavaScript V8, o Gemini 3.5 Flash Cyber encontrou 55 falhas únicas confirmadas, contra 47 identificadas pelo Gemini 3.5 Flash e 36 pelo Anthropic Claude Opus 4.6, incluindo 10 vulnerabilidades que nenhum outro modelo conseguiu detectar.Pipeline de Verificação de Commit de Produção do Chrome. (Google DeepMind/Reprodução)A principal vantagem operacional do sistema é a arquitetura leve, construída sobre a base do 3.5 Flash. Ela permite que o CodeMender execute varreduras repetidas em múltiplos caminhos de código a um custo financeiro e computacional reduzido.Além dos benchmarks teóricos, a Google confirmou que o modelo já atua na proteção interna de produtos como Android, Chrome e YouTube. Em um teste recente, a equipe de segurança levou apenas duas horas para localizar falhas graves de execução remota de código e corrupção de memória em serviços de produção. A empresa informou que planeja levar esses recursos diretamente ao mercado corporativo por meio da plataforma Gemini Enterprise Agent.