Neoenergia (NEOE3) lucra R$ 900 milhões no 2º trimestre, queda de 45% com efeito não recorrente

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A Neoenergia (NEOE3) registrou lucro líquido atribuível aos controladores de R$ 900 milhões no segundo trimestre de 2026, queda de 45% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo balanço divulgado nesta terça-feira (21). De acordo com a companhia, o recuo decorre da base de comparação elevada do segundo trimestre de 2025, quando o resultado foi beneficiado por um efeito não recorrente relacionado ao reconhecimento de indébitos tributários.A receita líquida somou R$ 12,57 bilhões entre abril e junho, recuo de 2,3% em relação aos R$ 12,86 bilhões registrados um ano antes. Já o Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) atingiu R$ 3,55 bilhões, alta de 11% na comparação anual. A companhia também informou que a margem bruta aumentou 5% no trimestre, para R$ 4,64 bilhões. No semestre, o lucro líquido totalizou R$ 2,18 bilhões, queda de 17% em relação aos seis primeiros meses de 2025. Os investimentos (capex) somaram R$ 4 bilhões entre janeiro e junho, dos quais R$ 3,7 bilhões foram destinados ao segmento de distribuição, elevando a Base de Remuneração Regulatória (RAB) para R$ 47,3 bilhões.No desempenho operacional, a Neoenergia encerrou junho com 17,2 milhões de clientes, crescimento de 2% na comparação anual. A energia injetada na rede, incluindo geração distribuída, avançou 3%, para 22.653 GWh, enquanto a energia distribuída aumentou 1%, para 19.559 GWh. Segundo a companhia, “a energia distribuída foi de 19.559 GWh no 2T26 (+1,0% vs. 2T25) em razão da maior base de clientes que compensou as menores temperaturas”.A alavancagem, medida pela relação dívida líquida sobre Ebitda, encerrou junho em 3,48 vezes, ante 3,41 vezes ao fim de 2025. A empresa manteve o rating corporativo “AAA” atribuído pela S&P. Entre os destaques do trimestre, a Neoenergia também ressaltou a renovação, por mais 30 anos, das concessões das distribuidoras Neoenergia Coelba, Neoenergia Cosern e Elektro. No release, a companhia destacou ainda “crescimento de +3,0% da energia injetada, incluindo GD”, “despesas operacionais controladas” e “renovação das concessões de Neoenergia Coelba, Cosern e Elektro por mais 30 anos” como os principais marcos do período.