O almirante Marcos Sampaio Olsen, comandante da Marinha, descartou a possibilidade de uma invasão dos Estados Unidos ao território brasileiro. A declaração foi dada em entrevista exclusiva à CNN Brasil.Questionado sobre o impacto geopolítico da designação do Comando Vermelho e do PCC (Primeiro Comando da Capital) como organizações terroristas pelos Estados Unidos, bem como sobre uma ameaça militar ao território brasileiro, Olsen foi categórico: “Não, eu não creio nessa possibilidade”.Relação militar sólida entre Brasil e EUAOlsen destacou que, em termos de relacionamento militar, as tensões diplomáticas entre os dois países não demonstraram impacto algum.Segundo ele, a Marinha do Brasil e a Marinha dos Estados Unidos mantêm uma agenda regular há décadas, com intercâmbios, exercícios operacionais combinados e um alinhamento doutrinário estreito no emprego da força. Leia mais 8 de janeiro foi acontecimento lamentável, afirma comandante da Marinha PCC supera cartéis e lidera ranking de facções nas Américas, diz estudo Em ofício, Itamaraty admite risco de ação militar dos EUA no Brasil O comandante também mencionou que esteve recentemente nos Estados Unidos para as comemorações dos 250 anos da Marinha americana, ocasião em que o Brasil fez-se representar por uma fragata. O evento decorreu de uma operação combinada entre as duas forças navais, o que, segundo Olsen, reforça a solidez desse relacionamento.Troca de inteligência e combate ao crime transnacionalAlém dos exercícios militares conjuntos, Olsen ressaltou a importância da troca de informações e de inteligência marítima entre os dois países. Esse intercâmbio, segundo ele, contribui para coibir crimes transnacionais ilícitos nas águas jurisdicionais brasileiras, em cooperação com órgãos nacionais como a Polícia Federal, a Receita Federal e o Ibama.Ao ser questionado sobre se a diplomacia militar ativa entre os dois países poderia ser suficiente para blindar a relação diante de uma eventual deterioração nas relações entre os governos, Olsen reconheceu que circunstâncias políticas de constrangimento são passageiras.“O relacionamento entre militares e, particularmente, entre forças navais, é mais robusto, é mais de confiança”, afirmou. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.