GARE11 detalha destino de R$ 1,27 bilhão captado e mantém guidance para dividendos

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GARE11 detalha destino de R$ 1,27 bilhão captado e mantém guidance para dividendosO fundo imobiliário GARE11 detalhou, no relatório gerencial de junho, a alocação dos recursos captados na 7ª emissão de cotas, concluída no fim de 2025 e que somou aproximadamente R$ 1,27 bilhão. Segundo a gestão, o capital está sendo direcionado para aquisições imobiliárias, reforço de caixa e investimentos em títulos e valores mobiliários. Em junho de 2026, o FII registrou resultado de aproximadamente R$ 23,9 milhões.De acordo com o documento, cerca de R$ 676 milhões foram destinados à compra de imóveis. Parte desse valor já foi aplicada em ativos previamente anunciados, e outra parcela segue reservada para operações ainda não divulgadas. A conclusão dessas transações depende do cumprimento de condições precedentes, diligências técnicas e aprovações regulatórias, informou a gestora.O fundo mantém aproximadamente R$ 310 milhões em caixa livre, o que reforça a liquidez. Desse total, cerca de R$ 81 milhões foram levantados nas etapas de exercício do direito de preferência, sobras e montante adicional da oferta. A administração afirmou que essa posição auxilia no planejamento das próximas movimentações.GARE11 detalha uso dos recursos da 7ª emissãoOutros R$ 290 milhões foram alocados de forma definitiva em títulos e valores mobiliários, incluindo Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e uma posição no GAME11 adquirida no mercado secundário. Segundo a gestora, os CRIs cumprem funções complementares: rentabilizar o caixa, contribuir para a desalavancagem do fundo e preservar flexibilidade para futuras aquisições imobiliárias.A administração destacou ainda que um dos imóveis previstos no pipeline da 7ª emissão deve ter a aquisição concluída até o fim de julho. Os detalhes serão divulgados posteriormente por meio de fato relevante, conforme o avanço das condições contratuais e regulatórias necessárias.GARE11 destaca portfólio totalmente adimplenteO relatório indica que o portfólio do FII segue 100% adimplente e permanece majoritariamente concentrado em contratos atípicos de longo prazo. Atualmente, cerca de 95% da receita imobiliária advém desse tipo de contrato, enquanto o prazo médio (WAULT) supera 10 anos.Em junho, o fundo formalizou o reajuste dos contratos de locação de dois imóveis ocupados pelo Mix Mateus, em Itabuna (BA) e Tabuleiro (AL). Os aluguéis foram corrigidos em 4,39%, com base na variação do IPCA, contribuindo para a atualização da receita recorrente do portfólio, conforme o relatório gerencial.Guidance do FIIPara os próximos 12 meses, a gestora manteve o guidance de distribuição de rendimentos entre R$ 0,083 e R$ 0,090 por cota. A decisão reflete a conclusão de um ciclo de reciclagem do portfólio, a redução da alavancagem e a reorganização da estrutura de capital. Em junho, o fundo distribuiu R$ 0,083 por cota, com pagamento realizado em julho.Atualmente, o FII possui um portfólio híbrido composto por ativos de logística e renda urbana. Após a venda de dez imóveis anunciada em junho, o fundo passou a reunir 33 imóveis, locados para 11 inquilinos considerados de primeira linha. Do total, 94% são contratos atípicos com multas integrais em caso de rescisão antecipada.Venda de imóveis do portfólioO relatório também atualizou a operação de venda de um portfólio de 10 imóveis ao Riza Renda Imobiliária Master, anunciada em junho e avaliada em R$ 804,4 milhões. Segundo a gestão, a transação segue dentro do cronograma previsto e não sofreu alterações até o momento.A estrutura contempla o recebimento de R$ 632 milhões na etapa inicial — sendo R$ 382 milhões em caixa e R$ 250 milhões em cotas subordinadas do fundo comprador — além de R$ 172 milhões em pagamentos futuros vinculados à alienação dos ativos. De acordo com a gestora, o desenho permite que o GARE11 continue participando da valorização potencial desse portfólio ao longo dos próximos anos.