Os Estados Unidos podem realizar ataques contra o Mali, ampliando o número de nações que foram alvo de ofensivas militares de Donald Trump durante seu segundo mandato.Neste ano, as forças americanas já realizaram ataques contra outras nações africanas, como Somália e Nigéria.Entenda abaixo o que motivaria a operação dos EUA no Mali. Leia Mais EUA postam vídeo de ataque contra combatentes do Estado Islâmico na Nigéria Ataques conjuntos dos EUA e Nigéria mataram 175 membros do Estado Islâmico Grupos armados lançam ataques contra postos militares no Mali, diz Exército Por que Trump atacaria o Mali?O governo de Donald Trump avalia realizar operações militares no Mali devido à violência crescente de grupos armados na região.A ofensiva teria como foco o JNIM (Jama’at Nusrat al-Islam wal-Muslimin), um grupo afiliado à Al Qaeda que também é considerado terrorista pelos Estados Unidos, de acordo com apuração do Washington Post.De toda forma, o jornal americano ressaltou que há divergências entre autoridades de alto escalão dos Estados Unidos sobre a realização do ataque.Isso porque qualquer envolvimento militar direto traz o risco de hostilidades com forças russas na região, que foram contratadas pela junta militar que comanda o Mali para combater os grupos terroristas.Ataques do JNIM e destruição no MaliO JNIM estabeleceu uma base de operações no Mali e tem realizado ataques cada vez mais frequentes em nações costeiras da África Ocidental, tornando-se o grupo mais bem armado da região e um dos mais poderosos do mundo, segundo o Post.Em setembro de 2024, o JNIM atacou uma escola de treinamento militar perto do aeroporto da capital Bamako, matando cerca de 70 pessoas.Em 2025, anunciou um bloqueio às importações de combustível e atacou comboios de caminhões-tanque em todo o país, praticamente paralisando a capital em alguns momentos e demonstrando capacidade de realizar operações em regiões onde não fazia anteriormente.Além disso, o grupo afiliado à Al Qaeda fez incursões em Bamako, chegou a tomar uma cidade estratégica no norte e matou o ministro da Defesa do país em um atentado suicida, de acordo com o Washington Post.Mais recentemente, em 4 de julho, insurgentes realizaram ataques a posições do Exército em todo o Mali. A ofensiva estendeu-se desde as cidades do norte — Anefis, Aguelhoc e Gao — até Sevare, no centro do Mali, e Kenioroba, no sul, informaram as Forças Armadas em um comunicado.O JNIM também realiza ataques a comboios militares, incluindo de forças russas no país.Hamas, Al Qaeda, PCC e CV: organizações que EUA consideram terroristas