As facilidades do ambiente digital abriram infinitas possibilidades para o mercado de conteúdo adulto, beneficiando tanto criadores quanto consumidores. Composto por diversos nichos, os compradores podem pagar por materiais e até mesmo itens personalizados. Entre eles, um dos mais procurados são as calcinhas usadas — ramo em que o faturamento pode chegar a R$ 300 mil. Leia também Pouca vergonhaEntenda vício em pornografia debatido por Eliezer, marido de Viih Tube Pouca vergonhaQuinta da sacanagem: 15 posições para transar e gozar intensamente Pouca vergonhaMapa erótico do DF: confira sugestões de motéis e ambientes liberais Pouca vergonhaLambe lá embaixo: 10 posições incríveis para um sexo oral a dois ou a três Entenda os altos valoresDe acordo com Mel Breia, influenciadora e criadora de conteúdo adulto, o sucesso desse comércio se deve ao fato de ser um mercado muito específico e personalizado, o que faz com que os adeptos estejam dispostos a investir valores altos. “Percebi que existia uma procura constante e comecei a tratar isso como parte do meu trabalho”, revela à coluna.Os maiores compradores são homensNesse meio, cada detalhe importa e dita o preço final do produto. Os valores variam conforme as exigências do cliente, que incluem especificações como peças com ou sem cheiro, molhadas, usadas por um dia ou por uma semana inteira, além de preferências por renda e cores específicas.“Não existe uma tabela fixa. Uma calcinha usada no dia a dia tem um valor, mas pedidos que exigem mais tempo ou alguma condição específica custam mais”, comenta sobre a precificação.Não é fácil como parecePor causa desse nível de exigência, o negócio está longe de ser simples. Uma moradora do Distrito Federal, que preferiu não se identificar, explicou em entrevista anterior ao Metrópoles o esforço por trás das vendas. “Você tem que selecionar o produto, fotografar, responder os clientes, fazer o envio… Tem um investimento de tempo e energia. Então, é um trabalho, sim, e é desgastante”, comentou.Ao contrário do que muitos acreditam, criar e vender conteúdo adulto pode ser muito desgastanteMel Breia também ressalta que o caminho para conquistar um público fiel exige paciência — ela, por exemplo, só consolidou sua clientela nesse nicho após construir uma base fixa de compradores do conteúdo geral.Apesar do forte apelo financeiro, a prática esconde perigos e exige inteligência emocional para lidar com o público. O principal desafio apontado pelas criadoras é a falta de limite de alguns usuários. “Tem muita gente que é sem noção. Confundem o trabalho, já chegam mandando nude. Não tratam com profissionalismo”, alertou a jovem anônima do DF, que tinha 23 anos à época da reportagem.