Evento reúne Vieira e Rubio antes de nova tarifa dos EUA ao Brasil

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Em meio à crescente tensão entre Estados Unidos e Brasil, Mauro Vieira e Marco Rubio participam nesta quinta-feira (23/7) de um evento da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) nas Filipinas. Um encontro entre os dois, porém, não consta na agenda oficial do ministro brasileiro, no dia em que a nova tarifa dos EUA sobre produtos brasileiros deve entrar em vigor.Os dois estão na Ásia para a reunião de ministros das Relações Exteriores da ASEAN, que reúne também autoridades convidadas. Auxiliares de Vieira ouvidos pelo Metrópoles afirmam que uma reunião bilateral com o Rubio não consta na agenda do ministro das Relações Exteriores do Brasil.Nas Filipinas, o chanceler brasileiro já se reuniu com a ministra das Relações Exteriores do país, Maria Theresa Lazaro, e com Kao Kim Journ, secretário-geral da ASEAN. Além disso, Vieira também manteve conversas com os chefes da diplomacia da Rússia e China, Sergey Lavrov e Wang Yi. Leia também MundoMauro Vieira: “O que incomoda os EUA é o Brasil não ter se curvado” BrasilVieira: EUA aplica novo tarifaço para “compensar” derrota na Justiça BrasilVieira vê “motivação política” em tarifaço dos EUA; leia o discurso BrasilTarifaço: Vieira defende Pix e diz que acusação dos EUA é “descabida” O ministro brasileiro ainda deve manter reuniões bilaterais com outros chanceleres até o fim da cúpula, na sexta-feira (24/7).Na última semana, Mauro Vieira criticou sua contraparte norte-americana publicamente, e classificou falas de Marco Rubio sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como “inaceitáveis e ofensivas”. O posicionamento do chanceler brasileiro surgiu após o secretário de Estado dos EUA responsabilizar Lula pela nova tarifa contra o Brasil. Sem apresentar provas, Rubio disse que o presidente brasileiro “não negociou de boa-fé”. Além disso, o ministro brasileiro disse que a nova taxa, assim como as acusações nas quais a decisão foi baseada, surgiu pelo “Brasil não ter se curvado às pretensões desmedidas e às demandas irrazoáveis apresentadas durante o curso das negociações”.