O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou que espera firmar alguns acordos comerciais provisórios com o México e o Canadá ainda neste ano, enquanto lida com mudanças mais complexas do Acordo EUA-México-Canadá em 2027 — seu sinal mais claro até o momento de que o pacto não será renovado neste ano.“Eu adoraria ter, até o final do ano, pelo menos alguns acordos — um com o Canadá e outro com o México”, disse Greer em uma audiência na Comissão de Finanças do Senado.Segundo ele, questões como regras de origem mais rígidas para automóveis e regulamentações trabalhistas e ambientais podem exigir mais tempo e discussão, “inclusive com o Congresso no ano que vem”.Os comentários de Greer deixaram poucas dúvidas de que uma renegociação completa do Acordo EUA-México-Canadá, em vigor há seis anos, deve se arrastar até o próximo ano, prolongando a incerteza nos negócios e nos investimentos que o Canadá e o México vêm buscando amenizar.O Ministério da Economia do México preferiu não comentar as declarações de Greer.Gabriel Brunet, porta-voz de Dominic LeBlanc, ministro canadense responsável pelo comércio entre os EUA e o Canadá, disse que o ministro conversou com Greer na terça-feira, após Carney e Trump concordarem em intensificar as negociações comerciais.“Estamos ansiosos por um maior envolvimento na resolução das questões pendentes com os EUA, para o benefício mútuo de nossos cidadãos”, disse ele.Greer disse que os EUA estão “avançando com toda a rapidez necessária” nos possíveis acordos provisórios, acrescentando que gostaria de ter opções para Trump, a presidente mexicana Claudia Sheinbaum e o primeiro-ministro canadense Mark Carney analisarem até o final do ano. Ele não forneceu detalhes sobre como seriam esses acordos.“O depoimento de Greer confirma que os Estados Unidos não têm mais como meta uma renovação completa do USMCA ainda neste ano”, disse Michael Camunez, diretor-executivo da Monarch Global Strategies, empresa que assessora empresas que atuam no México.“O resultado provável é um acordo político provisório que mantenha as negociações em andamento, mas deixe as questões mais complexas — e grande parte da incerteza em relação aos investimentos — sem solução.”