Presidente do Líbano se reúne com Trump na Casa Branca nesta terça-feira

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O presidente libanês, Joseph Aoun, fará sua primeira visita à Casa Branca nesta terça-feira (21) para apresentar ao presidente dos EUA, Donald Trump, um plano sobre como desarmar o grupo militante Hezbollah, apoiado pelo Irã, e garantir a retirada de Israel do Líbano.Aoun, que atuou como comandante do Exército Libanês apoiado pelos EUA antes de ser eleito presidente no ano passado, é o primeiro chefe do Estado Libanês em quase 20 anos a visitar a Casa Branca, onde se encontra cara a cara com Trump pela primeira vez.Em declarações divulgadas por seu gabinete na semana passada, Aoun afirmou que pedirá a Trump para “exercer a pressão necessária sobre Israel” a fim de implementar um acordo de 26 de junho, mediado pelos EUA, entre o Líbano e Israel. Leia mais Exército israelense inicia retirada parcial de tropas do Líbano Tráfego de navios em Ormuz despenca após colapso de negociações Quase 100 militares dos EUA foram feridos em duas semanas, diz Pentágono Esse acordo visa desarmar o Hezbollah, garantir uma retirada progressiva das tropas israelenses e preparar o terreno para relações de importação entre os dois países.Uma autoridade libanesa afirmou que Aoun apresentará a Trump uma proposta por escrito sobre como desmantelar o enorme arsenal do Hezbollah. A autoridade disse que Aoun acredita que somente Trump possui a influência necessária para pressionar Israel a retirar suas tropas e ajudar o Líbano a restaurar sua soberania.Encontro com Marco RubioO Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, se reuniu Aoun no domingo (19), em Washington, para discutir um acordo recente entre os EUA, Israel e o Líbano.Durante a reunião, Rubio reafirmou o compromisso dos EUA em ajudar a implementar a estrutura tripartite acordada em Washington no mês passado, na qual Israel concordou em retirar suas forças de duas áreas no sul do Líbano, abrindo caminho para novas negociações.“O Secretário elogiou a coragem do governo do Líbano, sob a liderança do presidente Aoun, por seu esforço determinado em recuperar a soberania do Líbano, desarmar o Hezbollah e desmantelar sua infraestrutura terrorista, bem como avançar em direção à paz”, disse o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, em um comunicado.O presidente do Líbano, Joseph Aoun, e o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em Washington no domingo (19) • X / @SecRubioUm comunicado libanês sobre a reunião informou que Aoun também ressaltou a necessidade de implementar a estrutura, “começando por garantir a primeira retirada israelense da primeira área-modelo”.O acordo designou “zonas-piloto” onde as forças israelenses podem começar a transferir o controle do território para as forças armadas libanesas.O gabinete de Aoun informou em um comunicado anterior que uma cúpula entre o Líbano e os EUA será realizada na Casa Branca nesta semana.Retirada parcial de tropas do LíbanoMilitares israelenses iniciaram um “programa-piloto” transferindo o controle de três vilarejos no sul do Líbano para o Exército libanês na segunda-feira (20), segundo um comunicado das FDI (Forças de Defesa de Israel).“As FDI ajustarão a postura de suas forças em uma das áreas-piloto para permitir que as Forças Armadas Libanesas cumpram sua missão, ao mesmo tempo em que garantem a segurança dos soldados das FDI e preservam seu direito à autodefesa e à eliminação de ameaças”, afirmou o comunicado.“O projeto-piloto serve como um teste da soberania das Forças Armadas Libanesas nos três vilarejos selecionados”, acrescentou a nota, informando também que os Estados Unidos acompanharão a retirada.A retirada parcial vem após um acordo de 14 pontos firmado entre Israel e o Líbano, mediado pelos Estados Unidos. O Departamento de Estado dos EUA anunciou o lançamento do programa-piloto nesta segunda-feira, citando três vilarejos libaneses próximos à “Linha Amarela”, que demarca o território ocupado por Israel no Líbano.Um dos vilarejos estava ocupado por militares israelenses, enquanto os outros dois foram atacados durante confrontos entre Israel e o Hezbollah.Autoridades israelenses têm afirmado repetidamente que não pretendem se retirar totalmente do Líbano enquanto o Hezbollah — apoiado pelo Irã — não for desarmado, uma perspectiva ainda distante. A declaração de segunda-feira ressalta que os militares israelenses permanecerão na “Zona de Segurança” local “pelo tempo que for necessário para defender as comunidades do norte de Israel”.(Com informações de Alleen Graef, Matt Meyer, Dana Karni e Max Saltman, da CNN)Entenda o que é o Hezbollah e como surgiu o grupo libanês