Belo Horizonte – O PL de Minas não vai registrar candidatura a deputada da pastora Renata Vieira, que foi filmada dando tapas e segurando pelo pescoço um entregador de móveis em Contagem, na região metropolitana da capital mineira. Ela se disse vítima de violência política e vem afirmando que o entregador teria iniciado a violência.“Em razão dos fatos, noticiados envolvendo a senhora Renata Kelly Vieira Rocha, o Partido acatou a orientação de registrar apenas uma chapa para a disputa eleitoral, sem a inclusão da referida filiada“, informou o partido, em nota divulgada nesta sexta-feira (24/7).O que se sabe até agoraA briga ocorreu na quinta-feira (16/7), em Contagem, na Grande BH;Vídeos mostram Renata Vieira dando tapas no entregador, jogando uma pedra no trabalhador e entrando em luta corporal com ele;A pastora afirma que foi agredida primeiro e que apenas reagiu;Pessoas ligadas ao entregador dizem que a discussão começou durante a entrega de um sofá;Renata mostrou hematomas, passou por atendimento médico e fez exame de corpo de delito;No último sábado (18/7), ela admitiu que errou, mas disse que apenas revidou agressões;A motivação política alegada pela pastora ainda não foi confirmada.A Polícia Civil investiga o caso e deve analisar imagens da ocorrência.“O PL Minas reafirma que não compactua com qualquer forma de agressão, violência ou conduta incompatível com os princípios do respeito, da civilidade e da responsabilidade que devem nortear a atuação de todos os seus filiados”, segue a nota do partido.Ainda segundo o PL, barrar a candidatura a deputada estadual é decisão de natureza política, “adotada diante da gravidade do episódio, e que não configura punição disciplinar”.Quando a confusão com o entregador ganhou publicidade, Renata alegou que o entregador a reconheceu como pré-candidata do PL, passou a fazer ofensas de cunho político e, depois, a agrediu fisicamente. Ela também disse que foi vítima de “armação” por parte dos vizinhos e classificou o episódio como “uma astuta cilada de Satanás”. Leia também Minas GeraisPastora diz que agrediu entregador ao ser xingada: “Rata do Bolsonaro” Minas GeraisPastora diz que agressão a entregador foi “astuta cilada de Satanás” Minas GeraisO que se sabe sobre caso da pastora que partiu para cima de entregador Minas GeraisPastora e pré-candidata do PL cai na porrada com entregador em MG PL investigaParalelamente, o Conselho de Ética do Partido dará prosseguimento ao processo instaurado para apurar a eventual prática de infração disciplinar por parte da filiada, assegurando-lhe o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa, nos termos do Estatuto do Partido.“Concluída a apuração, o Conselho de Ética deliberará sobre o caso, podendo, se entender cabível, aplicar as sanções previstas nas normas partidárias, que incluem advertência, suspensão ou exclusão dos quadros do Partido”, diz ainda a nota.A pastora foi procurada pelo Metrópoles para comentar a decisão do partido, mas não atendeu. O espaço está aberto.