A audição é fundamental para a comunicação, desenvolvimento da linguagem e qualidade de vida. Por isso, reconhecer os primeiros sinais de perda auditiva é fundamental para um diagnóstico precoce e o início do tratamento adequado para a condição que causa essa deficiência.É o que especialistas irão explicar no programa “CNN Sinais Vitais – Dr. Kalil Entrevista” deste sábado (25). No novo episódio, Dr. Roberto Kalil recebe o otorrinolaringologista Rubens Brito, professor associado da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) e coordenador no Hospital Sírio-Libanês, e a fonoaudióloga Paula Junqueira, coordenadora do Centro de Otorrino do Hospital Sírio-Libanês. Leia Mais Cirurgia robótica para endometriose: entenda importância com Dr. Kalil Cólicas intensas podem ser um alerta; especialistas e Dr. Kalil explicam 10% das mulheres tem endometriose, dizem especialistas a Dr. Kalil Durante a entrevista, os especialistas conversam sobre os sinais de perda auditiva, que variam conforme a idade. Junqueira explica que, na criança, é importante observar se há dificuldade no desenvolvimento de linguagem, se ela pede para repetir o que está sendo dito com frequência ou se há dificuldades na escola.“Não estou dizendo que toda criança que tem essas dificuldades tem uma perda auditiva, mas é importante, em primeiro lugar, se certificar de que essa criança está ouvindo bem”, reforça a fonoaudióloga.Já em adultos e idosos, dificuldades no trabalho e perguntas frequentes sobre o que outra pessoa está dizendo são alguns dos sinais de alerta.O diagnóstico da perda auditiva acontece em alguns passos: o primeiro é o exame físico em consultório; em seguida, é realizada a audiometria, que pode ser substituída pelo potencial auditivo tronco-encefálico, no caso de crianças pequenas ou pacientes com limitações.Os tratamentos variam de acordo com a causa, mas são fundamentais para melhorar a qualidade de vida do paciente e reduzir complicações associadas à surdez. Segundo os especialistas, a perda de audição pode estar relacionada a quadros de demência.“Imagine que um paciente [….] não escute ou escute mal, ele vai se fechando cada vez mais dentro dele, não participando. O mundo vai ficando muito pequeno. A pessoa não escuta também o ambiente em que ela vive e coisas que nos dão prazer, como chuva, um passarinho cantando”, explica Brito.Esse isolamento, de acordo com o especialista, pode reduzir o contato com a família e a vontade de socializar. Além disso, há um fator físico. “O ouvido transforma o som que chega ali em um sinal elétrico que vai percorrer uma via até o cérebro. Então, uma pessoa que não está ouvindo bem tem um sofrimento do cérebro que está tentando entender o que está sendo falado, mas com pequenos buracos”, descreve Junqueira.O programa também discute as principais causas de problemas auditivos, os riscos da exposição prolongada a sons altos e do uso inadequado de fones de ouvido, além de hábitos que podem prejudicar a saúde auditiva, como o uso de cotonetes.“CNN Sinais Vitais – Dr. Kalil Entrevista” será exibido neste sábado, 25 de julho, às 19h30, na CNN Brasil.A diferença entre solidão e solitude: Dr. Kalil e Monja Coen explicam