Brasil está completamente indefeso na questão militar, diz professor

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O Brasil está completamente indefeso do ponto de vista militar. A afirmação foi feita pelo professor de Relações Internacionais Gunther Rudzit em entrevista ao Hora H desta sexta-feira (24), ao comentar declarações de Luiz Inácio Lula da Silva sobre a necessidade de investimentos na área de defesa para, nas palavras do próprio, “não deixar ninguém meter o nariz no país”.Segundo Rudzit, a melhor síntese da situação atual das Forças Armadas Brasileiras já havia sido feita de forma transparente pelo próprio ministro da Defesa, que assumiu publicamente a vulnerabilidade do país.“Alguns talvez diriam sincericídio, mas não”, avaliou o especialista. “Ele foi ao extremo de assumir essa realidade brasileira para ver se desperta a classe política para a situação que as Forças Armadas Brasileiras estão diante de um mundo que se transformou completamente.” Leia Mais Lula cobra industrialização de países com minerais críticos no G7 MP junto ao TCU pede fiscalização de projetos do governo sobre terras raras Ciência traça caminho para Brasil virar potência em terras raras até 2040 Necessidade de reforma, não apenas de investimentoPara Rudzit, não basta aumentar os recursos destinados à defesa. É preciso, antes de tudo, reformar a estrutura do setor. “Não adianta só jogar mais dinheiro e continuar mais do mesmo”, afirmou.O especialista citou os conflitos na Ucrânia e no Golfo como exemplos de que o cenário global exige modernização e planejamento central — elementos que, segundo ele, o Brasil ainda não possui.Contradição entre discurso e práticaRudzit também apontou uma contradição significativa no governo de Lula. Apesar do discurso em favor dos investimentos em defesa, o ministério da área foi justamente o que sofreu a maior retenção no último corte orçamentário realizado pelo governo.”Ou seja, a prática é um e o discurso dele é outro”, concluiu o especialista.Além disso, Rudzit comentou a questão das terras raras e o posicionamento do Brasil frente à China, maior refinadora do mineral no mundo. Para ele, o desenvolvimento de uma cadeia produtiva nessa área levará décadas e exigirá uma política de Estado contínua, que transcenda governos.O especialista também destacou que o processo de industrialização das terras raras gera grande impacto ambiental — um ponto que, segundo ele, ainda está ausente do debate nacional. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.