A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alertou nesta sexta-feira, que a retatrutida é um medicamento experimental que ainda “não está disponível para venda em nenhum lugar do mundo”. De acordo com a agência, o produto tem sido oferecido por sites irregulares na internet e apreendido nas fronteiras brasileiras como contrabando.A retatrutida é um medicamento em desenvolvimento pela Eli Lilly, farmacêutica fabricante do Mounjaro, mas que ainda é considerado experimental, pois se encontra na fase de testes clínicos. Como os testes ainda não foram concluídos, a empresa não solicitou o registro do medicamento à Anvisa ou em qualquer agência reguladora internacional.Leia também: Canetas emagrecedoras: qual farmácia vende mais barato? E qual parcela mais?Tomar um medicamento sem registro e ainda em fase de testes envolve riscos significativos, principalmente pela falta de evidências sólidas sobre sua segurança, eficácia e qualidade. Entre os principais riscos, estão: a ocorrência de efeitos adversos ainda desconhecidos, a ausência de comprovação de eficácia, a incerteza sobre a dose segura e efetiva e possíveis falhas nos processos de fabricação e controle de qualidade.A Anvisa alerta que sem fiscalização regulatória adequada, podem ocorrer contaminações, impurezas, variações entre lotes e problemas de armazenamento.Leia tambémCaneta emagrecedora: Foz do Iguaçu quer definir regras de acesso ao Mounjaro pelo SUSMunicípio vai estabelecer critérios técnicos para uma eventual oferta da tirzepatida na rede pública “Além disso, não há garantia de que o produto contenha realmente o princípio ativo declarado, nem de que ele esteja presente na quantidade informada. Erros de formulação, adulterações ou até a ausência da substância anunciada podem fazer com que a população consuma um produto diferente do que acredita estar utilizando, expondo-se a riscos imprevisíveis para a saúde”, diz a agência, em comunicado.Por isso, a recomendação é não utilizar em nenhuma hipótese produtos que não tenham registro na vigilância sanitária. Até ser aprovado para uso, qualquer medicamento percorre um longo caminho, que inclui estudos pré-clínicos e clínicos, com testes rigorosos.O roteiro traz todos os elementos para evitar potenciais problemas à saúde de quem utiliza o produto e garantir que todos os efeitos sejam avaliados. É preciso determinar, por exemplo, as doses adequadas, estabelecer os possíveis efeitos adversos, os riscos de interação com outros medicamentos, além de alertas que podem indicar a necessidade de interrupção do tratamento.Quando um produto chega ao mercado sem passar por esse processo, que comprova cientificamente sua eficácia e segurança, não existe qualquer garantia sobre a substância presente no produto, dose adequada, nem as condições em que ele deve ser acondicionado e em qual prazo deve ser consumido após aberto.“Em outras palavras: a ausência de registro não representa apenas a falta de uma autorização administrativa, mas a exclusão do produto de um conjunto robusto e integrado de mecanismos destinados a proteger a saúde da população”, conclui a Anvisa.The post Nova ‘caneta emagrecedora’ circula ilegalmente antes de ser aprovada; entenda appeared first on InfoMoney.