Tráfico de R$ 1 bilhão: veja a concessionária de luxo fechada pela PF

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A concessionária Gatti Veículos Premium⁠, localizada em Osasco (SP), foi alvo de intervenção judicial durante a Operação Commodity, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nessa quinta-feira (23/7). A empresa é investigada por supostamente integrar um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico internacional de drogas.Segundo a PF, a concessionária teria sido utilizada para ocultar patrimônio de uma organização criminosa responsável por enviar cerca de 6,5 toneladas de cocaína para a Europa e movimentar valores bilionários por meio de uma estrutura financeira sofisticada. Leia também Mirelle PinheiroPF fecha concessionária de luxo de traficantes que lavaram R$ 1 bilhão Mirelle PinheiroPF faz operação contra grupo que lavou R$ 1 bilhão do tráfico A Justiça determinou a intervenção na empresa e o bloqueio de bens de pessoas físicas e jurídicas investigadas até o limite de R$ 1 bilhão.Conhecida por comercializar veículos de altíssimo padrão, a Gatti anuncia modelos que chegam a quase R$ 4 milhões. Entre os automóveis disponíveis para venda estão uma Ferrari F8 Spider 2022, anunciada por R$ 3,98 milhões, uma Ferrari SF90 Stradale por R$ 3,89 milhões, uma Lamborghini Urus S por R$ 3,79 milhões e uma Mercedes-AMG G 63 pelo mesmo valor.No estoque da empresa também aparecem veículos como Ferrari 488 Spider (R$ 2,79 milhões), Bentley Bentayga Hybrid (R$ 1,89 milhão), Cadillac Escalade (R$ 1,89 milhão), Audi RS6 Avant Performance (R$ 1,099 milhão) e Chevrolet Corvette Stingray (R$ 1,35 milhão), além de SUVs e esportivos de marcas como BMW, Audi e Porsche.Esquema bilionárioDe acordo com a investigação, a organização criminosa utilizava empresas de fachada, emissão de notas fiscais falsas, holdings, imóveis de alto padrão, criptoativos e veículos de luxo para lavar dinheiro obtido com o tráfico internacional de drogas.As apurações apontam que, desde 2021, o grupo enviou aproximadamente 6,5 toneladas de cocaína para países da Europa por meio de cargas marítimas. Entre as estratégias utilizadas para esconder a droga estavam sacos de café, cargas de cimento, argamassa e até cocaína dissolvida em garrafas de refrigerante.Ao todo, a Operação Commodity cumpre 13 mandados de prisão preventiva e 44 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Espírito Santo. A ação integra a Missão Redentor II e conta com apoio das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficco) de São Paulo e Minas Gerais.