A Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química) estima um prejuízo de cerca de US$ 150 milhões a mais diretamente no setor químico com o novo tarifaço anunciado pelos Estados Unidos. Na avaliação de André Passos, presidente-executivo da associação, ao todo, US$ 600 milhões em exportações serão afetados pela sobretaxa de 25%.As falas se deram após reunião com o ministro do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), Márcio Elias.Ele destacou que, nos últimos 12 meses, com as taxas anteriores de 10%, os embarques do setor para o mercado norte-americano recuaram de US$ 2,2 bilhões para US$ 1,8 bilhão. Para este novo ciclo, a associação projeta a alta ainda maior no impacto. Leia Mais Governo não espera exceções em tarifa de 12,5% por trabalho forçado Atividade econômica cresce em 4 das 5 regiões do país em maio, diz BC Tarifaço: Setor de rochas naturais pede adiamento de impostos por 120 dias André Passos ressaltou que, devido à importância da indústria química no fornecimento de insumos para setores como o de aço, plástico e outros segmentos da indústria de transformação, o impacto indireto na economia deve ser superior ao estimado para as exportações diretas.Cenário internacionalNos últimos dois meses, a Abiquim iniciou um trabalho junto à ApexBrasil para estruturar um programa especial para o setor.A iniciativa visa possibilitar a abertura e a expansão de novos mercados, como Índia, Coreia do Sul, Malásia, Indonésia e países do continente africano.No entanto, na avaliação de André Passos, apesar dos esforços para diversificar os destinos dos produtos brasileiros, essas novas aberturas não devem suprir o impacto financeiro imediato gerado pela sobretaxa norte-americana.Para ele, com a retração dos embarques para o exterior, parte desses volumes precisará ser direcionada ao mercado doméstico.“Químicos básicos e resinas, que são marginalmente exportados para o mercado americano, podem passar a atender com mais intensidade o mercado brasileiro”, destacou.Entenda o tarifaço de Trump sobre Brasil e como impacta a economia*Sob supervisão de Gustavo Zanfer