O depoimento da mãe dos suspeitos ajudou a polícia a realizar as prisões no caso de sequestro e morte do empresário Marcelo Magalhães Almeida, de 31 anos, em Carapicuíba, na Grande SP. Conforme informações do inquérito obtidas pelo Estadão, Zamara Santos Soares, mãe de Lucas Soares de Lima, de apelido “Quadrado”, e de Paulo Sérgio Soares Almeida, procurou a polícia no dia 17 de julho para denunciar o crime.Os irmãos “Quadrado”, de 28 anos, e Almeida, de 27, além de Júlio César Moura Batista, de 23, que não tem parentesco com os dois, foram presos pela Polícia Civil suspeitos de participação no desaparecimento do empresário. As defesas dos três não foram localizadas. O espaço segue aberto. Um quarto suspeito ainda está sendo procurado.Conforme o inquérito, Zamara soube pela nora, mulher de um dos suspeitos, que os dois filhos teriam participado do sequestro e da morte de Marcelo e estavam aparecendo na televisão. “(Eles) roubaram, sequestraram e mataram uma pessoa poderosa”, disse a nora para Zamara.O casoO empresário Marcelo Magalhães Almeida, de 31 anos, está desaparecido desde a noite da última quinta-feira, 16, após sair de um bar na Estrada da Fazendinha, em Carapicuíba, na Grande São Paulo.O veículo do empresário, que é blindado, foi encontrado abandonado, conforme informações dadas pela família à polícia. O veículo tinha “possíveis sinais de sangue”, segundo informações postadas pelo 33º BPM/M nas redes sociais. As buscas pelo corpo de Marcelo continuam.“As investigações apontam que Marcelo Magalhães foi atraído pelos suspeitos para uma área de mata, onde teria sido morto após ter valores transferidos de sua conta bancária. O corpo ainda não foi localizado. O veículo da vítima foi encontrado abandonado e foi apreendido para perícia. As investigações prosseguem para localizar o corpo da vítima e esclarecer completamente os fatos”, disse a SSP por meio de nota.Segundo a Polícia Civil de São Paulo, os quatro suspeitos teriam sequestrado Marcelo e realizado uma transferência de R$ 8 mil de sua conta antes de matá-lo. A polícia afirma que o crime teria sido premeditado após um desentendimento financeiro entre o empresário e um dos suspeitos. A investigação aponta que ele pode ter sido vítima de homicídio qualificado.