O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou, nesta quarta-feira (22/7), durante um evento em São Paulo, que o objetivo do governo brasileiro não é de retaliar e fazer uma guerra comercial com os Estados Unidos (EUA), e sim buscar uma solução para o tarfiaço de 25% sobre parte das importações brasileiras.O tarifaço foi anunciado pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla original) após encerrar a investigação contra o Brasil com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. “Nós temos uma lei de reciclocidade, uma lei aprovada por unanimidade. Não tem retaliação. A ideia não é fazer retaliação, a ideia é buscar solução. A lei de reciclocidade é um instrumento importante que o governo tem para avaliar, adequar. [Está na mesa, então?] Está na mesa, mas esse não é o objetivo. O objetivo não é fazer guerra comercial, o objetivo é resolver o problema.”, afirmou o vice-presidente.As novas tarifas entraram em vigor nesta quarta, mesmo dia em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou uma medida provisória (MP) que prevê R$ 18,5 bilhões em apoio aos setores afetados. A medida abrange não só a exportadores afetados pela nova tarifa, mas também empresas tarifadas com base na Seção 232 da Trade Expansion Act (EUA), impactadas por conflitos internacionais, e setores estratégicos. Leia também São PauloTarcísio diz que Flávio Bolsonaro não tem “nada a ver” com tarifaço dos EUA BrasilLula anuncia R$ 18,5 bilhões para empresas afetadas pelo tarifaço BrasilLula sobre tarifaço: “Nunca encontramos reciprocidade na negociação” BrasilCom tarifaço de Trump em vigor, Flávio volta a responsabilizar Lula Alckmin afirmou que negociações estavam em andamento com o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos e, sem citar nomes, fez uma crítica ao pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que participou de uma das audiências de discussões sobre a tarifa comercial.“Olha, até a semana passada houve sim conversa com o U.S.T.A, que dependendo de nós, vamos continuar e buscar solução. Lamentavelmente, alguns maus brasileiros levam informações erradas, equivocadas, prejudicando a economia brasileira e as empresas”, afirmou o vice-presidente, sem citar nominalmente Flávio.Nesta quinta-feira, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu Flávio, afirmando que o senador não tem “nada a ver” com o tarifaço imposto pelos EUA sobre produtos brasileiros em meio ao debate eleitoral sonre o assunto no Brasil em plano nacional e estadual.