Itaú coloca IA para cuidar do relacionamento com o cliente

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Itaú está entre os maiores bancos do Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)O Itaú Unibanco vai entrar de vez na era da inteligência artificial: o banco anunciou hoje (27/07) a adoção da IA generativa no seu aplicativo oficial sob o nome ia.i. Na prática, os correntistas terão um campo para escrever perguntas e receber respostas, que trarão novas opções de produtos e serviços financeiros. De acordo com a empresa, 76% dos clientes são heavy users dos canais digitais.“Hoje, nos bancos, não existe uma área para conversar diretamente com a instituição. O cliente não consegue descrever qual é a necessidade dele”, diz João Araújo, diretor de Estratégia, Ciclo de Vida do Cliente e Inteligência Artificial. A experiência no app se autoconstrói – ela apresenta dados, tabelas e gráficos de acordo com a necessidade da pessoa.Itaú demonstra ia.i durante coletiva em São Paulo (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)O consumidor pode escrever o que quiser, inclusive:“ia.i, qual o meu ticket médio?”“ia.i, me ajuda a saber o quanto eu gasto em Uber mês a mês, e compara esse mês com os anteriores?”“ia.i, comparar o cartão The One com o Mastercard Black pra eu definir o melhor pra mim”“ia.i, o que meus hábitos financeiros dizem sobre mim?”O ia.i chega a partir de hoje para 300 mil clientes, de forma gradual.João Araújo é diretor de Estratégia, Ciclo de Vida do Cliente e Inteligência Artificial (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)Faz pelo menos dois anos que o Tecnoblog acompanha o processo de transformação digital do conglomerado. Com a novidade mais recente, ele amplia o projeto de uso de IA conversacional. A ideia é que o usuário inicie transações da mesma forma com que se acostumou a fazer com Alexa, Siri e outros assistentes.Não custa lembrar: o WhatsApp do Itaú realiza transações Pix, iniciadas por texto ou áudio, pelo menos desde 2024, enquanto o Itaú Emps entrega assessoria financeira a empresas de pequeno porte.A taxa de resolução de problemas nos atendimentos aos clientes aumentou de 20% a 30% a partir do uso de IA.Como a Inteligência Itaú foi criada?Os dados coletados pelas diversas áreas do Itaú foram organizados e passaram a ser encarados também como um produto da empresa, segundo explicou o diretor de tecnologia do banco, Carlos Eduardo (Cadu) Mazzei. Além disso, “há questões legais e limites que precisam ser respeitados”, complementa o executivo. O setor bancário está entre os mais regulados do país.O banco criou uma plataforma interna. Dentro dela são desenvolvidas as soluções de IA, servindo áreas e canais diferentes. O Itaú admitiu que utiliza modelos abertos e fechados, e que está em diálogo com as principais empresas do setor, como OpenAI, Anthropic, Google e AWS). O projeto da Inteligência Itaú prevê uso de memórias (de curto e de longo prazo) e orquestração de inúmeros modelos.Carlos Eduardo (Cadu) Mazzei lidera projetos de IA no Itaú (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)Desde que o Itaú constituiu a plataforma, verificou redução de 65% no custo associado à IA generativa. O Instituto Ciência e Tecnologia Itaú (ICTi), com mais de 195 pesquisadores, participou da evolução do banco em direção ao chamado data driven, ou seja, orientado por dados. Evento em andamento A coletiva do Itaú começou às 13h20 e ainda está ocorrendo. Este texto será atualizado com novas informações. O jornalista Thássius Veloso viajou para São Paulo a convite do ItaúItaú coloca IA para cuidar do relacionamento com o cliente