O Bitcoin opera abaixo dos US$ 66 mil nesta quarta-feira (22), mas se mantendo próximo ao seu maior nível em duas semanas enquanto investidores acompanham a recuperação das ações ligadas a semicondutores e os ETFs de BTC nos Estados Unidos atingem sua maior sequência de entradas desde abril antes do resultado da dona do Google.Nesta manhã, o Bitcoin tem leve queda de 0,4%, cotado a US$ 65.926 em 24 horas. Em reais, a maior criptomoeda do mundo estava em R$ 336.252, segundo dados do Portal do Bitcoin. O Ethereum, por sua vez, recua 0,7%, a US$ 1.923. Já o XRP avança 0,3%, enquanto a Solana cai 0,9% e a BNB tem queda de 1,1%.O movimento ainda não parece ser puxado por um catalisador específico do mercado cripto. A leitura predominante é que o Bitcoin segue acompanhando o humor global para ativos de risco, especialmente o setor de tecnologia e inteligência artificial.O principal motor do mercado segue sendo a recuperação das ações de chips. O índice MSCI Ásia-Pacífico subiu 1%, depois de registrar na terça sua maior alta diária em um mês. Na Coreia do Sul, o Kospi avançou 5%, puxado por Samsung e SK Hynix.O movimento veio após um índice de semicondutores dos Estados Unidos subir mais de 5% ontem, saindo de uma região técnica de bear market. A queda provocada dias antes por preocupações com a concorrência chinesa em inteligência artificial, que também havia pressionado o Bitcoin, foi praticamente revertida.Leia também: XRP vai subir? Lei cripto dos EUA vira novo gatilho para o preçoEssa ligação entre BTC e ações de tecnologia ganhou força ao longo do mês. O Bitcoin tem subido quando o setor de chips se recupera e recuado quando o mercado volta a duvidar do ritmo de investimentos em IA. Parte dessa correlação vem do apetite por risco, mas também do fato de mineradoras de Bitcoin terem se aproximado do setor de data centers e inteligência artificial.Agora, o foco dos investidores está no resultado da Alphabet, dona do Google, hoje após o fechamento do mercado americano. A empresa havia indicado no trimestre anterior que poderia mais do que dobrar seus investimentos em infraestrutura, para até US$ 190 bilhões no ano. O mercado quer saber se esse gasto em IA está começando a gerar retorno.A cautela antes do balanço já apareceu nos futuros do Nasdaq 100, que caíam 0,8%, e em bolsas europeias, onde ações de tecnologia também perdiam força. Para o Bitcoin, um resultado positivo da Alphabet pode reforçar o apetite por risco. Uma decepção, porém, pode pressionar novamente o BTC.ETFs de Bitcoin estendem sequência positivaOutro fator positivo para o Bitcoin vem dos ETFs à vista nos Estados Unidos. Os fundos registraram entrada líquida de US$ 203 milhões na terça-feira, completando seis dias seguidos de captação positiva, a maior sequência desde abril, segundo dados da SoSoValue.Ao todo, os ETFs de Bitcoin captaram US$ 930 milhões nesse período. O número ainda não compensa nem metade dos US$ 2,5 bilhões que saíram dos produtos em uma sequência de oito dias de resgates no fim de junho, mas mostra alguma melhora no sentimento dos investidores institucionais.Os ativos totais dos ETFs de BTC nos EUA estão agora pouco abaixo de US$ 81 bilhões, o maior nível desde meados do mês passado. No mesmo dia, os ETFs de Ether também tiveram entrada líquida, com US$ 37,5 milhões.A recuperação dos fluxos ajuda a explicar por que o Bitcoin conseguiu voltar à região de US$ 66 mil, mas ainda não garante uma retomada mais forte. O BTC chegou a tocar US$ 66.900 na terça-feira, maior patamar desde 16 de junho, mas perdeu parte do fôlego depois.No câmbio, o iene japonês também chama atenção. A moeda caiu para além de 163 iene por dólar pela primeira vez desde 1986, mesmo após tentativas de intervenção das autoridades japonesas. A combinação de dólar forte, juros mais altos nos títulos do Tesouro dos EUA e alta do petróleo em meio ao conflito com o Irã aumentou a pressão sobre a moeda.Esse tipo de cenário costuma reforçar a tese de longo prazo dos defensores do Bitcoin. Uma moeda relevante perdendo valor rapidamente contra o dólar, sem que o banco central consiga conter a queda, alimenta o argumento de que ativos de oferta limitada, como o BTC, podem funcionar como proteção contra desvalorização monetária.Por enquanto, porém, não está claro se essa tese está gerando fluxos diretos para o Bitcoin. No curto prazo, o BTC parece muito mais ligado ao comportamento das ações de tecnologia do que ao iene. Ainda assim, o estresse cambial no Japão adiciona mais um elemento macro favorável ao debate sobre ativos escassos.A agenda dos próximos dias deve seguir concentrada em dois pontos: o balanço da Alphabet e a reunião do Federal Reserve, marcada para 28 e 29 de julho. Até lá, o Bitcoin tenta sustentar a região dos US$ 66 mil e transformar a recuperação recente em uma alta mais consistente.A porta de entrada para o bitcoin, a maior criptomoeda do mundo, está no MB. É simples, seguro e transparente. Deixe de adiar um investimento com potencial gigantesco. Invista em poucos cliques!O post Bitcoin hoje: BTC segura os US$ 66 mil com entradas em ETFs antes de resultado do Google apareceu primeiro em Portal do Bitcoin.