No programa do Noblat, a bancada dissecou a recente entrevista de Eduardo Bolsonaro ao Metrópoles e chamou atenção para a sua declaração mais grave: a tentativa de desacreditar o processo eleitoral ao afirmar que as eleições de outubro “já não são mais democráticas”.Para Ricardo e Guga Noblat, ao utilizar as restrições impostas pelo ministro Alexandre de Moraes como pretexto, a família Bolsonaro tenta ressuscitar a narrativa golpista de fraude e preparar o terreno para não aceitar uma eventual derrota nas urnas, espelhando a tática do ex-presidente americano Donald Trump. Os jornalistas lembraram que o bloqueio de visitas ao ex-presidente foi uma reação direta à própria desobediência de Jair Bolsonaro e Flávio, que violou as regras da prisão domiciliar ao usar o filho como seu porta-voz oficial para divulgar uma “carta aos brasileiros” quando a pré-candidatura do herdeiro sangrava nas pesquisas.Além da ameaça às instituições, o programa detalhou a conclusão do processo administrativo da Polícia Federal que recomendou a demissão de Eduardo do cargo de escrivão por abandono de função – medida que se soma à recente perda de seu mandato na Câmara.Ao comentar as declarações em que o ex-deputado chamou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro de “imatura” por expor os abusos da família em vídeo, Noblat rebateu o ataque classificando os próprios filhos de Bolsonaro como imaturos por acreditarem que podem rasgar ordens judiciais e tratar o país como extensão dos seus interesses familiares.