Com uma expectativa de um segundo trimestre de 2026 para a M.Dias Branco (MDIA3) com resultados mais fracos e um crescimento no volume de vendas modesto, o Safra reduziu suas projeções para a empresa, com um corte do preço-alvo de R$ 29 para R$ 21,50, mantendo uma recomendação neutra.Para o banco, o consenso do mercado está otimista demais, principalmente a partir de 2027. E apesar do preço atual da ação já refletir um cenário difícil, o Safra não enxerga muitas chances de melhora uma consistente dos lucros ou melhora das margens.A projeção dos analistas é de uma receita líquida de R$ 2,695 bilhões, uma queda de 1% em relação ao segundo trimestre de 2025. new TradingView.MediumWidget( { "customer": "moneytimescombr", "symbols": [ [ "MDIA3", "MDIA3" ] ], "chartOnly": false, "width": "100%", "height": "300", "locale": "br", "colorTheme": "light", "autosize": false, "showVolume": false, "hideDateRanges": false, "hideMarketStatus": false, "hideSymbolLogo": false, "scalePosition": "right", "scaleMode": "Normal", "fontFamily": "-apple-system, BlinkMacSystemFont, Trebuchet MS, Roboto, Ubuntu, sans-serif", "fontSize": "10", "noTimeScale": false, "valuesTracking": "1", "changeMode": "price-and-percent", "chartType": "line", "container_id": "5eff5e0"} ); Cenário macroeconômico difícil para MDIA3Apesar da expectativa de um crescimento no volume de vendas de 2% em relação ao mesmo período do ano anterior, para 466 mil toneladas, esta será compensada por uma queda de 3% nos preços médios, devido a um índice de consumo fraco e ambiente macroeconômico desafiador.Segundo o relatório, a demanda pelos principais produtos da M. Dias Branco, como bolachas e massas, continua baixa, pressionada pela redução de renda disponível dos consumidores. Isso, combinado a um ambiente competitivo, tornam difícil o aumento dos preços.Em relação aos custos o cenário é favorável no curto prazo, com os preços do trigo em uma baixa histórica e o recuo dos preços do óleo de palma, depois de uma alta recente, tendo em vista possíveis efeitos negativos do El Niño, segundo o Safra. A alta no preço do petróleo deve aumentar o combustível e pressionar os custos do frete. O banco prevê também um aumento nas despesas relacionadas a mão de obra e marketing, em busca de apoiar a execução de estratégia comercial da empresa.Menor Ebitda O Safra não enxerga a curto prazo uma melhora na lucratividade da empresa, por isso reduz a estimativa de Ebitda em 19% para o período de 2026 a 2028, uma projeção consideravelmente abaixo das estimativas médias do mercado. Para o 2T26 o banco prevê um Ebitda ajustado R$ 326 milhões, uma queda de 9% em relação ao ano anterior.A análise do Safra também é mais conservadora em relação ao capex, uma aumento de 63% na estimativa para o preíodo de 2026/ 2027, com um maior investimento em automação e modernização de infraestrutura.O investimento deve gerar benefícios a longo termo, mas pode pesar sobre o fluxo de caixa no curto prazo. De forma que os analistas prevêm um FCF estimado de 4% para 2026, ante aos 20% de 2025.A margem Ebitda estimada também deve recuar, de 13,1% no 2T25 para 12,1%, uma contração de 104 pontos-base.Apesar da ação estar sendo negociada a 8,9 vezes o lucro esperado para 2026, um desconto de 23% em relação à média histórica dos últimos cinco anos, o Safra não enxerga oportunidades de reavaliação a curto prazo.Segundo a análise, os principais riscos que podem prejudicar ainda mais os resultados futuros da M. Dias Branco são os preços das commodities e taxa de câmbio, mudanças no sistema tributário brasileiro e o cenário macro econômico em geral.