O governo da Nicarágua respondeu à nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil, que criticou o fim das eleições no país, decretado pelo ditador Daniel Ortega.“Acusamos o recebimento da nota publicada hoje [23 de julho] pela Chancelaria do Brasil e, para todos os efeitos, reiteramos que, na lógica da nossa Soberania Nacional, a Nicarágua assegura Processos Eleitorais Democráticos, Livres e Transparentes, de acordo com as Normativas das Instituições Nacionais correspondentes”, diz o comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores nicaraguense.“Reiteramos nosso Carinho Fraternal ao Povo do Brasil, bem como o Respeito que merecem suas Instituições Nacionais”, acrescenta o regime.O Itamaraty afirmou que vê com “preocupação” o anúncio do presidente da Nicarágua. A nota ainda destaca que a “realização de eleições livres, periódicas, plurais e transparentes é um dos esteios da democracia, valor com que o Brasil tem um profundo compromisso.” O comunicado brasileiro pede que as autoridades do país assegurem ao povo direito de escolher os seus governantes.EntendaO ditador nicaraguense está poder há quase 20 anos, e novas eleições eram previstas no País em 2027. “Esqueçam, aqui não haverá mais eleições para que assim tentem tomar o governo e tomar o poder”, declarou Ortega ao referir-se aos seus opositores. A declaração foi feita no o aniversário da Revolução Sandinista no último domingo (19).Daniel Ortega descartou no domingo (19) qualquer possibilidade de eleições em seu país para evitar que a oposição, no exílio, chegue algum dia ao governo.“Esqueçam, aqui (na Nicarágua) não haverá mais eleições para que assim tentem tomar o governo e tomar o poder”, declarou Ortega ao referir-se aos seus opositores em um ato pelo 47º aniversário da Revolução Sandinista, celebrado em Manágua.*com informações do Estadão Conteúdo