A chefe de política externa da UE (União Europeia), Kaja Kallas, reagiu à imposição das tarifa de 10% ou 12,5% a 60 parceiros comerciais dos Estados Unidos – incluindo o bloco europeu – e questionou a justificativa de Washington, defendendo que as alegações de falhas nos controles europeus contra o trabalho forçado eram “infundadas”.“Se você comparar nossas leis trabalhistas com as dos Estados Unidos… quero dizer, temos férias remuneradas, temos condições de trabalho muito boas para nossos funcionários; portanto, isso não tem fundamento”, criticou Kallas, em entrevista à Reuters nesta sexta-feira (24). Leia Mais Chefe da diplomacia da UE questiona justificativa dos EUA para tarifas EUA devem anunciar 10% de tarifa sobre o Brasil por "trabalho forçado" EUA devem anunciar 10% de tarifa sobre o Brasil por "trabalho forçado" Kallas disse que a UE buscará esclarecimentos junto a Washington, levando em consideração que o bloco cumpriu os compromissos do acordo comercial firmado com os americanos no ano passado e, por isso, as novas tarifas são “uma surpresa negativa”.“Tínhamos um acordo com os Estados Unidos e cumprimos a nossa parte. Por isso, é uma surpresa negativa que esse acordo não esteja sendo respeitado”, acrescentou.“Quem consegue acompanhar as tarifas que entram e saem de vigor? Não, não esperávamos por isso.”Já o ministro do Comércio da Austrália, Don Farrell – cujo país também está entre os taxados -, classificou a ação americana como “completamente injustificada” e afirmou que continuará pressionando o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, para que remova todas as tarifas sobre produtos australianos.“Acreditamos que, entre todos os países do mundo, a Austrália leva a questão da escravidão moderna a sério e continuará a fazê-lo”, disse Farrell, em comunicado.