Como a ‘Unicorns Mafia’ está criando a próxima geração de startups no Brasil

Wait 5 sec.

StartupiComo a ‘Unicorns Mafia’ está criando a próxima geração de startups no BrasilAssim como a “PayPal Mafia” — o grupo de ex-funcionários do PayPal que fundou empresas como Tesla, LinkedIn e YouTube — deu forma ao Vale do Silício, a América Latina está vivendo seu próprio momento de transbordamento empreendedor. Unicórnios como Rappi, Mercado Libre, Nubank, Clip e Kavak estão se transformando em verdadeiras “universidades” para a nova geração de startups da região. No Brasil, esse movimento já produz frutos e promete acelerar o ecossistema de inovação como nunca antes. Mas o que explica esse fenômeno, e por que ele importa para o futuro dos negócios por aqui?A ideia de que grandes empresas geram novas empresas não é nova. No início dos anos 2000, os ex-funcionários do PayPal se tornaram uma força empreendedora descomunal. Agora, a América Latina repete o feito. O fenômeno é tão evidente que já tem até nome: o “Efeito Rappi”. A startup colombiana, que começou como um app de entregas e se tornou um “super app” regional, é uma das principais fontes dessa nova onda empreendedora .Segundo Juan Pablo Ortega, um dos diretores fundadores do Rappi e hoje fundador da Yuno (uma plataforma de integração de pagamentos), essa é uma evolução natural. “Rappi se tornou um berço de empreendedorismo, uma empresa que não desenvolve apenas modelos de negócios, mas também pessoas que fazem coisas que antes seriam impossíveis“, disse Ortega à Bloomberg. Ao lado de Julián Núñez, outro ex-executivo do Rappi, ele transformou a dor que conheciam bem — a otimização de pagamentos — em um negócio de sucesso que, em março de 2022, já havia levantado US$ 10 milhões em uma rodada seed.A experiência de trabalhar em uma startup de alto crescimento é vista por muitos como um “MBA na prática”. Alejandro Casas, fundador da Simetrik, comparou sua passagem pelo Rappi a um mestrado e sua experiência com o Mercado Pago a um doutorado. “Se o Rappi foi o mestrado, o Mercado Pago foi o doutorado“, declarou destacando como a vivência dentro de unicórnios lapida a visão de negócios e a capacidade técnica dos empreendedores.A análise do portfólio de aceleradoras como a Y Combinator reforça que esse caldo de cultura é fértil para o surgimento de startups em áreas de ponta, como inteligência artificial e infraestrutura de agentes. O ecossistema latino, ao exportar talentos e ideias para o mundo, também importa tendências. A Y Combinator, que já investiu em startups latinas como a Rappi, aposta fortemente em agentes de IA para desenvolvimento de software e infraestrutura — áreas que podem ser o próximo grande movimento da “máfia” latina .Para o mercado brasileiro, esse fenômeno tem implicações diretas. Significa que o país está formando uma massa crítica de empreendedores experientes, que já viram de perto os desafios de escalar um negócio, lidar com investidores e navegar em mercados complexos. Estes “alunos” de unicórnios tendem a criar negócios mais robustos, com maior foco em B2B e soluções tecnológicas para problemas reais de grandes corporações, como visto com a Yuno e a Simetrik .“Há um ciclo de feedback no ecossistema de startups que está se acelerando“, analisa Enzo Cavalie, CEO da Startupeable, em entrevista recente. Segundo ele, veremos cada vez mais um efeito dominó, onde o sucesso de um unicórnio não apenas inspira, mas também capacita a próxima geração de founders. Por tudo isso, para o ecossistema, vale ficar de olho não apenas nos unicórnios de hoje, mas em quem está saindo deles. A próxima grande startup brasileira pode estar sendo gestada agora mesmo nos corredores de um Nubank, um iFood ou um 99.O post Como a ‘Unicorns Mafia’ está criando a próxima geração de startups no Brasil aparece primeiro em Startupi e foi escrito por Startupi