Caiado amplia ataques a Flávio Bolsonaro: 42 embaixadores na sala; dava para vender soja e escolheram falar de urna eletrônica

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O pré-candidato do PSD à presidência da República, Ronaldo Caiado, ampliou, entre terça-feira (21) e esta quarta-feira (22), os ataques a Flávio Bolsonaro (PL), seu principal adversário no campo da direita na corrida eleitoral de 2026. Em uma série de postagens na rede social X, Caiado criticou as ações de Flávio, as do irmão, Eduardo Bolsonaro, nos Estados Unidos, e a reunião do pré-candidato do PL com embaixadores, em Brasília (DF), na qual ele levantou dúvidas sobre as urnas eletrônicas no País.“42 embaixadores numa sala: dava para vender soja, dava para abrir mercado para a indústria, dava para atrair investimento. Escolheram falar de urna eletrônica!”, escreveu Caiado nesta tarde sobre a reunião de Flávio com os diplomatas na qual repetiu seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e levantou suspeitas sobre as urnas eletrônicas nas eleições brasileiras.Ontem, em outra postagem, Caiado afirmou que “o Pateta da Disney é inofensivo” e que “o da política brasileira tropeça nos Estados Unidos”, após a decisão do governo de Donald Trump de conceder um green card para o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro.O green card concede direito a Eduardo de trabalhar, estudar e viver nos Estados Unidos. O ex-deputado está no país norte-americano desde fevereiro de 2025. Ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de reclusão por coação, devido à atuação no país governado por Trump para intimidar o Judiciário no âmbito da análise de tentativa de golpe contra o pai.Durante a tarde da terça, Caiado já havia escrito que quem precisa de green card “é o produtor brasileiro para entrar no mercado americano sem pagar pedágio”. Em postagem à noite, ele escreveu: “A diferença é que o Pateta da Disney é atrapalhado, mas bem-intencionado e inofensivo. Já o da política brasileira tropeça nos Estados Unidos, e a queda pode custar caro ao Brasil, atingindo a indústria, as exportações e os empregos”.