Queda nos lucros expõe crise e economistas preveem venda da Volkswagen para chineses

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A Volkswagen conseguiu encerrar 2025 no azul, mas com uma forte queda nos lucros. O desempenho reacendeu o debate sobre o futuro da maior fabricante de automóveis da Europa e levou economistas a levantarem uma possibilidade: a empresa poderia, no futuro, ser adquirida por uma fabricante chinesa caso a indústria alemã não reverta sua perda de competitividade. Assine as newsletters QUATRO RODAS e fique bem informado sobre o universo automotivo com o que você mais gosta e precisa saber. Inscreva-se aqui para receber a nossa newsletter Aceito receber ofertas produtos e serviços do Grupo Abril. Cadastro efetuado com sucesso! Você receberá nossa newsletter todas as quintas-feiras pela manhã. A avaliação foi feita durante uma entrevista ao jornal alemão Süddeutsche Zeitung pelos economistas Niall Ferguson e Moritz Schularick. Para eles, os desafios da Volkswagen são apenas o reflexo de um problema estrutural que afeta toda a economia europeia diante do avanço da China e dos Estados Unidos.–Divulgação/VolkswagenSchularick foi assertivo ao comentar a possibilidade de uma eventual falência da fabricante. Em vez de concordar, afirmou acreditar que a Volkswagen poderia acabar sendo comprada por uma montadora chinesa. Entre as possíveis interessadas, citou a BYD. Apesar da declaração, o economista ressalta que esse cenário não é iminente. Continua após a publicidadeNa avaliação de Ferguson, a Alemanha subestimou por anos a capacidade da China de desenvolver uma indústria automobilística competitiva. Segundo ele, os incentivos estatais permitiram que as montadoras chinesas reduzissem preços e ganhassem mercado, criando uma concorrência difícil de acompanhar para fabricantes tradicionais.–Divulgação/VolkswagenEm vez de defender novas tarifas, Schularick propõe permitir que marcas chinesas vendam carros na Europa desde que produzam localmente. A medida preservaria empregos, reduziria a vantagem de custos e estimularia uma disputa baseada em tecnologia, qualidade e eficiência. Continua após a publicidadeFerguson acrescenta que a estratégia só funcionará se vier acompanhada de investimentos em inteligência artificial e infraestrutura tecnológica. Na visão dele, a Europa corre o risco de ficar espremida entre Estados Unidos e China caso não desenvolva autonomia nesse setor.–Divulgação/VolkswagenOs economistas também lembram que a indústria automobilística chinesa enfrenta seus próprios desafios, como excesso de produção e forte dependência de subsídios. Ainda assim, defendem que esses problemas não devem servir de alívio para a Alemanha, mas sim de incentivo para acelerar sua transformação e recuperar competitividade. Publicidade