Na minha leitura, os principais mercados encerram a última semana com uma configuração técnica predominantemente defensiva. O Ibovespa ainda conseguiu preservar uma valorização semanal de 0,16%, mas a forte queda de 1,52% na última sessão manteve o índice em tendência de baixa no curto prazo e recolocou os suportes em 172.515/169.665 pontos no radar. O dólar futuro também segue fragilizado: caiu 0,56% na semana e permanece abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, com a região de 5.046/4.992 pontos como principal referência para uma possível continuidade das vendas.No exterior, o sinal de cautela ganhou força com Nasdaq e S&P 500 registrando a segunda semana consecutiva de baixa. Após renovar a máxima histórica, a Nasdaq ampliou a correção, acumula queda de 4,72% em julho e se aproxima do suporte em 24.920/24.200 pontos. O S&P 500, que recua 0,96% no mês, também negocia abaixo das médias móveis e pode aprofundar as perdas se romper a faixa de 7.370/7.289/7.222 pontos.O Bitcoin apresenta uma reação desde o suporte em US$ 57.800, mas ainda não deixou a tendência de baixa e permanece abaixo das médias móveis e dos US$ 70.000. Análise técnica do IbovespaNo gráfico diário, observo que o Ibovespa permanece em tendência de baixa no curto prazo, embora tenha esboçado recentemente uma recuperação dentro de um canal de alta. Após oscilar ao longo da última semana, o índice acumulou avanço de 0,16%, aos 174.041 pontos.Na última sessão, porém, o mercado voltou a registrar forte pressão vendedora e recuou 1,52%. No acumulado de 2026, o Ibovespa ainda avança 8,02%, mas perdeu força depois de chegar a subir mais de 23% no topo do ano. A máxima histórica foi alcançada em abril, nos 199.354 pontos.O IFR (14) está em 49,85, dentro da zona neutra. Para retomar a alta com maior consistência, considero necessário superar a resistência em 178.340/181.560 pontos. Acima dessa faixa, os próximos objetivos aparecem em 187.780/192.890 pontos, com alvo mais longo na máxima histórica de 199.354 pontos.Do lado vendedor, a continuidade da tendência de baixa depende da perda dos suportes em 172.515/169.665 pontos e, principalmente, dos 167.690 pontos. Se essa região for rompida, vejo espaço para o índice buscar 164.780/161.745 pontos e, em um movimento mais amplo, os 157.000 pontos.Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo PazAnálise técnica do DólarNo gráfico diário do dólar futuro, observo que a estrutura permanece fragilizada. O contrato encerrou a semana com queda de 0,56%, apesar da alta de 0,16% na última sessão, aos 5.099,5 pontos.O dólar permanece abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. Recentemente, chegou a testar a média de 200 períodos, mas não encontrou força para rompê-la e voltou a cair. Com a perda da faixa das médias mais curtas, o ativo mantém espaço para dar continuidade ao movimento de baixa. O IFR (14), em 45,10, está na zona neutra.Para a pressão vendedora ganhar força, será necessário perder o suporte em 5.046/4.992 pontos. Nesse cenário, os próximos objetivos ficam em 4.910/4.842 pontos, com alvo mais longo em 4.798,5/4.752,5 pontos.Para retomar a alta, considero necessário superar inicialmente as médias móveis e a resistência em 5.148,5/5.258 pontos. Acima dessa faixa, os próximos alvos aparecem em 5.383,5/5.446 pontos e, posteriormente, nos 5.614 pontos.Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo PazAnálise técnica da NasdaqNa Nasdaq, observo a formação da segunda semana consecutiva de queda. Depois de renovar a máxima histórica nos 27.190 pontos, o índice iniciou um movimento corretivo que ainda pode se prolongar.Na última sessão, a Nasdaq recuou 0,64%, aos 24.975 pontos, e permaneceu abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. Em julho, acumula baixa de 4,72% e caminha para o segundo mês consecutivo no campo negativo.Para recuperar força compradora, o índice precisa superar inicialmente a resistência em 25.360/25.880 pontos. Na sequência, os principais obstáculos estão em 26.300/26.685 pontos e na máxima histórica de 27.190 pontos. O rompimento desse topo abriria espaço para 27.545/27.895 pontos e, posteriormente, 28.330/29.000 pontos.No campo vendedor, acompanho os suportes em 24.920/24.200 pontos. A perda dessa região pode levar a Nasdaq até 23.165/22.500 pontos. Abaixo desse intervalo, o fluxo de baixa tende a ganhar força, com possíveis objetivos em 22.020/20.690 pontos.Fonte: TradingView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo PazConfira nossas análises:Vibra e Gerdau perto das máximas: ações ainda podem ganhar força?Ultrapar (UGPA3) renova força; ação vai romper a máxima histórica?WEG (WEGE3) pode voltar a subir? Veja os gatilhos da análise técnicaAnálise técnica do S&P 500O S&P 500 também completou a segunda semana consecutiva de queda. No gráfico diário, observo que o índice negocia abaixo das médias móveis e mantém espaço para ampliar a correção, principalmente se perder os suportes mais próximos.Em julho, o S&P 500 acumula recuo de 0,96% e está cotado a 7.407 pontos. Para retomar a alta, precisa superar a região das médias e a máxima histórica de 7.618 pontos. Acima desse nível, projeto objetivos em 7.675/7.740 pontos e 7.810/7.935 pontos.Do lado vendedor, a faixa decisiva está em 7.370/7.289/7.222 pontos. Se houver rompimento com volume, vejo espaço para uma correção até 7.045/6.890 pontos, com alvo mais longo nos 6.727 pontos.Fonte: TradingView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo PazAnálise do BitcoinNo gráfico diário, observo que o Bitcoin ainda negocia em tendência de baixa, apesar da recuperação iniciada após o teste do suporte em US$ 57.800. O ativo permanece abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos e continua negociando abaixo dos US$ 70.000.Para que essa reação se transforme em uma recuperação mais consistente, considero necessário superar a faixa de US$ 67.292/US$ 70.465. Se houver rompimento, os próximos objetivos ficam em US$ 74.450/US$ 78.200, com alvo mais longo nos US$ 82.850.Em contrapartida, a perda da região de US$ 61.300/US$ 57.800 pode destravar uma nova onda de baixa. Nesse cenário, os suportes seguintes aparecem em US$ 52.550/US$ 49.000, com objetivos mais longos em US$ 43.880/US$ 38.555.Fonte: TradingView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo PazIFR (14) – IbovespaO IFR (Índice de Força Relativa), é um dos indicadores mais populares da análise técnica. Medido de 0 a 100, costuma-se usar o período de 14. Leitura abaixo ou próxima de 30 indica sobrevenda e possíveis oportunidades de compra, enquanto acima ou próxima de 70 sugere sobrecompra e chance de correção. Além disso, o IFR permite a aplicação de técnicas como suportes, resistências, divergências e figuras gráficas. A partir disso, segue as cinco ações mais sobrecomprados e sobrevendidos do Ibovespa:Fonte: Nelogica. Elaboração: Rodrigo Paz.(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)Guias de análise técnica:O que é uma linha de tendência na análise gráfica?O que são médias móveis e como usá-la para estratégia de TradeBandas de Bollinger: como usar e interpretar?Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader. Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice.The post Ibovespa, dólar, Nasdaq e Bitcoin: o mapa técnico para a semana appeared first on InfoMoney.