Wellington Tavares Gomes Cardoso, ambulante suspeito de vender duas caipirinhas por mais de R$ 8 mil para um turista francês na Praia de Copacabana, no Rio, nesse domingo (19/7), teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. A medida foi concedida a pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).Veja momento da prisão:De acordo com a Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ), o turista francês fez uma denúncia à polícia após ser vítima de golpe de um vendedor ambulante em Copacabana. Segundo o relato da vítima, o ambulante ofereceu duas caipirinhas de morango pelo valor de R$ 80.No momento do pagamento, o suspeito disse que negava receber em dinheiro e que aceitava apenas cartão de crédito. Minutos após a transação, o turista constatou uma cobrança no valor de R$ 8.246,40, além de duas tentativas de transações recusadas, que, somadas, ultrapassavam R$ 20 mil. Leia também BrasilGolpe da maquininha: francês paga R$ 8.246 por duas caipirinhas no Rio EntretenimentoHomem é detido antes de show de Shakira por vender caipirinha a R$ 1,8 mil Na MiraCaipirinha de R$ 400: vendedor é preso ao tapear turista em Copacabana Na MiraAmbulante é preso em banheiro após cobrar R$ 2,5 mil em caipirinha para turista Segundo a PCERJ, o francês foi vítima do “golpe da maquininha”, fraude na qual criminosos usam máquinas de cartão adulteradas para cobrar valores muito acima do combinadApós o turista descrever as características do ambulante, policiais iniciaram as buscas. Durante as diligências, os policiais civis da Delegacia de Atendimento ao Turismo (Deat) conseguiram localizar o suspeito e prendê-lo ainda no domingo, pela tarde, por estelionato.Durante a audiência de custódia nessa terça-feira (21/7), o MPRJ manifestou-se pela conversão do flagrante em prisão preventiva.“Ao acolher o pedido, o Juízo destacou a especial vulnerabilidade do turista estrangeiro, bem como a necessidade da medida para evitar a reiteração criminosa e assegurar a adequada apuração do caso”, disse o MPRJ, em nota.O suspeito possui passagens criminais por furto eporte de drogas. A Deat prossegue com ações de inteligência para impedir este tipo de crime contra turistas e próprios moradores do Rio de Janeiro.