Cleópatra, de Christian-Georges Schwentzel, conduz-nos durante breves 150 páginas pela vida de uma das rainhas mais famosas da História. Para quem gosta de mergulhar numa daquelas vidas maiores que a vida, este volume é uma escolha óbvia, uma viagem no tempo e no espaço.Como não pode haver lista para o Verão sem um policial, chega às estantes um novo Jo Nesbo: A Hora do Lobo. O mestre do noir nórdico apresenta sempre histórias bem urdidas que nos conduzem pelos trilhos da imaginação mais tenebrosa. Desta vez a viagem é aos EUA, Minneapolis, na companhia de um lobo solitário, um sniper misterioso…O ramo de ouro, clássico de James Frazer, é como anuncia o subtítulo, um estudo sobre magia e religião. E, logo, sobre cultura e mito. Gosto de livros como este, com pretensões omnívoras e que nos levam da Babilónia à Serra Leoa, dos deuses indianos à importância antropológica da fornicação em tribos africanas ancestrais. Um livro onde cabe o mundo todo.René Girard escreveu Desejo de Tirania. É difícil imaginar tema mais atual neste mundo em que a tirania parece ter-se tornado uma proposta política mais atraente que a democracia. O desejo de tirania é um desejo/desígnio coletivo, não a proposta de, voltando a Nesbo, algum lobo solitário.Importante a publicação de Carta de amor de um imigrante ao ocidente, de Konstantin Kisin. Este livro devia ser lido por quem não o vai querer ler. Aqueles que a coberto de um conjunto de boas intenções denigrem o projeto político e o modo de vida ocidental. O ocidente, como a democracia, pode ser o pior sistema à exceção de todos os outros.A literatura universal em 100 perguntas, de Felipe Díaz Pardo é um livro delicioso para quem gosta de livros. De regras para bem escrever até listas de personagens marcantes, aqui há de tudo. Um bom livro para quem não dispensa livros.Duas biografias. Autobiografia, de Agatha Christie. Descobri tarde o género biográfico. Mas apaixonei-me: uma boa biografia mostra como algumas vidas reais são mais extraordinárias do que ficções. Para os apreciadores da criadora de Poirot, é com entusiasmo que nos deparamos com a possibilidade de mergulhar na vida da sua mãe literária. De Ben Macintyre chega Agente Zigzag, Eddie Chapman, agente duplo: herói, vilão, traidor, enfim, aquilo que se pode dizer dos melhores na arte da espionagem. Uma vida para ler como um romance.Interessa-me pessoalmente A Universidade, de Maria Filomena Mónica. A universidade serve para criar e transmitir conhecimento. Não deve ser um local onde se faz política mesmo que as pessoas tenham posições políticas. Porque as universidades parecem ultimamente caixas de ressonância de ideias políticas, perdem vigor na execução da sua missão. Um livro muito oportuno de uma voz independente.Para quem mesmo nas férias não dispensa uma leitura mais técnica, a História global da economia e gestão em Portugal é uma boa escolha. Volume enciclopédico com mais de 750 páginas, dirigido por José António Porfírio, José Eduardo Franco e José Paulo Esperança, vem ao que o título diz, do Paleolítico aos nossos dias.Boas leituras, um Verão feliz!O conteúdo Livros para o Verão aparece primeiro em Revista Líder.