Deputada pede que influencer seja investigado por ofensas a autistas

Wait 5 sec.

A deputada estadual Andréa Werner (PSB), presidente da Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), protocolou uma representação junto ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) em que pede que o influenciador digital Jonatan Martins Pacheco, conhecido como “Sharkão”, seja investigado por discriminação e capacitismo contra pessoas autistas.No documento, a parlamentar acusa Pacheco de fazer piadas degradantes em suas redes sociais, afirmando que para “parecer autista”, uma pessoa precisaria “colocar óculos escuros, deixar a boca aberta e dar uma babadinha”. Somente no Instagram, o influencer acumula mais de 1,5 milhão de seguidores, lembrou Andréa.A representação também cita um vídeo publicado no YouTube em que Pacheco entra em uma fila de embarque prioritário no aeroporto utilizando supostos laudos do transtorno. A deputada alega que, na ocasião, o influenciador vestiu-se de modo a estereotipar o comportamento de pessoas neurodivergentes para justificar a presença no local. Vale lembrar que Pacheco afirma ter ele mesmo o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA). Leia também São PauloMorte em creche: bebê ficou sozinho durante confraternização de funcionários São PauloJustiça de SP mantém decisão que tira guarda do filho de Karina Kufa São PauloEnel pede novamente anulação de abertura de processo de caducidade São PauloJustiça pede investigação de ex de vereadora por violência política Além da instauração de um inquérito civil ou procedimento investigatório criminal para apurar a conduta de Pacheco, o documento ainda pede o posterior ajuizamento de ação civil pública por danos morais coletivos e/ou ação penal pública incondicionada em desfavor do influenciador.O Metrópoles tentou contato com Jonatan Pacheco pelo Instagram e pelo e-mail, mas não obteve retorno até o momento de publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto em caso de eventual manifestação.CapacitismoO preconceito contra pessoas com deficiência é definido como capacitismo. Esse tipo de discriminação deve ser penalizado, conforme estabelecido pela Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência.A punição para quem pratica, induz ou incita a inferiorização de pessoas com deficiência é de 1 a 3 anos de reclusão, além de multa. Se o capacitismo for praticado por meios de comunicação social ou redes sociais, a pena aumenta para 2 a 5 anos de reclusão e multa.