Espécie invasora está chegando ao litoral brasileiro e ameaça nativas

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Um ostra exótica vinda da Ásia, a Saccostrea cucullata, popularmente chamada de “ostra tampinha”, está invadindo o litoral brasileiro e ameaçando as espécies nativas.A ostra foi vista pela primeira vez no Brasil em 2014, em Bertioga, litoral de São Paulo. Desde então, ela se espalhou rapidamente e já é encontrada desde o Rio de Janeiro até Santa Catarina.Segundo estudo da “Rede de Ação Local da Ostra Exótica Saccostrea cucullata”, que reúne órgãos governamentais, instituições de pesquisa e comunidades tradicionais, ela é considerada uma espécie invasora porque ocupa o mesmo espaço e consome os mesmos recursos que a ostra nativa do nosso mangue (Crassostrea brasiliana), o que pode prejudicar a sobrevivência da nossa espécie local. Leia Mais Governo amplia cota da tainha após pressão de pescadores em SC Após suspensão, pescadores de tainha aguardam nova portaria do governo Pesca da Noruega pode acabar com turismo de baleias no Brasil; veja conexão Diante a situação, foi criado um protocolo de monitoramento para padronizar como os cientistas e órgãos ambientais devem observar essas ostras. O objetivo é entender o tamanho da invasão e criar estratégias para proteger a biodiversidade dos manguezais.Para isso, órgãos como o Ibama e o ICMBio, junto a Unesp (Universidade Estadual Paulista) e a comunidades locais, realizam buscas em manguezais, costões de pedra e até em locais onde se criam ostras para venda.Filhote de puma ameaçado de extinção é resgatado na Flórida | CNN BRASILOs pesquisadores vão a campo pelo menos duas vezes por ano: uma no verão — época de reprodução — e outra no inverno — , época de crescimento. Nos locais, eles contam quantas ostras de cada tipo existem e medem o tamanho delas usando um aparelho chamado paquímetro. Também verificam o sal da água e tiram fotos para registrar tudo.A ação tem como objetivo ajudar os gestores públicos a tomar decisões rápidas para controlar a espécie invasora e garantir que a ostra nativa e o sustento das comunidades que dependem dela sejam preservados.*Sob supervisão de Thomaz Coelho