O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) confirmou a aplicação de uma tarifa adicional de 12,5% sobre parte dos produtos brasileiros. A medida foi anunciada após a conclusão da chamada investigação da Seção 301, que analisou políticas relacionadas ao trabalho forçado no Brasil.Entre os produtos do agronegócio afetados estão o mel, o arroz e o etanol. Com a nova sobretaxa, esses itens podem ter sua alíquota total elevada a até 37,5%, representando um impacto significativo para os exportadores brasileiros do setor.Produtos preservados na lista de exceçõesPor outro lado, a lista de exceções preservou alguns dos principais itens da pauta de exportação do agronegócio brasileiro. Ficaram de fora da taxação a carne bovina, os artefatos de couro, produtos destinados à nutrição animal e o suco de laranja. Leia Mais EUA confirmam tarifaço ao governo brasileiro e sinalizam novas exceções Procuradores democratas contestam tarifaço dos EUA que atinge o Brasil Da indústria ao agro: Setores temem impactos de novo tarifaço dos EUA O café solúvel também foi confirmado como isento, encerrando uma incerteza que pairava sobre o setor, que ainda aguardava uma definição sobre o produto.Desmatamento citado como vantagem competitivaNa véspera do anúncio, Jamieson Greer, representante de comércio dos Estados Unidos, citou o desmatamento no Brasil como uma suposta vantagem competitiva ao desenvolvimento econômico do país em discurso dirigido a senadores americanos.O argumento consta da investigação que embasou a aplicação das tarifas e gerou uma reação imediata do governo brasileiro.Em entrevista ao CNN Agro, João Paulo Capobianco, ministro do Meio Ambiente, rebateu as declarações de Greer. “Nós não recebemos nenhum documento técnico com as bases que justificam essas afirmações”, afirmou. Segundo ele, sem documentos técnicos com dados concretos, não seria possível nem mesmo analisar e responder às alegações.“O que fica evidente é que não se trata aqui de esclarecer fatos concretos, não se trata aqui de mostrar que não procede a afirmação que o desmatamento favorece a atividade econômica no Brasil em detrimento da atividade norte-americana, não existe isso”, declarou Capobianco.Capobianco acrescentou ainda que o Brasil apresentou documentos técnicos embasados, com evidências comprovadas e auditadas, demonstrando o contrário do que foi alegado pelos americanos. Para ele, diante desse cenário, “é evidente que o que está em jogo não é exatamente uma ação com base em dados da realidade”. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.