O chefe de Gabinete de Javier Milei, Diego Santilli, minimizou nesta segunda-feira (27/7) as declarações do presidente argentino durante sua visita ao Brasil no último sábado (25/7), quando se referiu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como “presidiário” e “ladrão” e xingou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribuanl Federal (STF), de “lixo”.Em declaração ao jornal La Nación +, Santilli pediu que o governo brasileiro “não exagere” sobre o assunto.“Eles [governo Lula] vieram aqui [na Argentina] para fazer campanha, disseram coisas terríveis sobre o presidente e conseguiram fazer as visitas que queriam”, alegou o político argentino, corroborando a fala de Milei de que Lula teria enviado assessores à Argentina nas eleições de 2023 para apoiar o candidato de oposição a Milei, Sergio Massa. Leia também BrasilGoverno Lula já preparava reação a possíveis ataques de Milei BrasilVieira se reúne com embaixador da Argentina e repudia falas de Milei Blog do NoblatMilei decide manter tensão com governo Lula MundoGoverno Milei não pretende se desculpar por ataques a Lula, diz jornal 3 imagensFechar modal.1 de 3Javier Milei participou de evento de Flávio BolsonaroReprodução2 de 3Presidente argentino demonstrou apoio a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à PresidênciaReprodução3 de 3Javier Milei foi recebido pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, no Palácio dos BandeirantesSamuel Pancher/MetrópolesReaçõesApós declarações de Milei, ditas na convenção que oficializou Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência pelo PL, o governo brasileiro convocou o embaixador do Brasil na Argentina, Julio Bitelli, para prestar esclarecimentos em Brasília. O gesto é visto nas relações internacionais como uma medida forte de repúdio à atitude de outra nação.O Itamaraty também repudiou oficialmente, em nota, as declarações do argentino.“Não há precedentes de um presidente estrangeiro que, em território nacional, enfeixe agressões e ofensas ao Chefe de Estado, às instituições democráticas, inclusive ao Poder Judiciário, e ao povo brasileiro. É especialmente lamentável que esse episódio infamante envolva o presidente de um país com que o Brasil mantém 203 anos de amizade e cooperação e que tem, no Brasil, o seu principal sócio comercial”, disse o Ministério das Relações Exteriores do Brasil (MRE).O chefe da Casa Civil argentina ainda questionou o fato de Milei ter sido proibido de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que atualmente cumpre pena em prisão domiciliar. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, avaliou o pedido do presidente argentino e o julgou prejudicado, pois já havia proibido visitas políticas a Bolsonaro até o final das eleições de 2026.Segundo fontes da Casa Rosada ouvidas pelo La Nación, o governo argentino não pretende se retratar oficialmente sobre as falas de Javier Milei.