Rendimento do VGIR11 supera o CDI; confira as movimentações do mêsO fundo imobiliário VGIR11 registrou resultado de R$ 17,182 milhões em junho, em leve retração frente aos meses anteriores. As receitas totais alcançaram R$ 18,489 milhões, enquanto as despesas recorrentes foram de R$ 1,306 milhão no período.A distribuição da competência foi mantida em R$ 0,11 por cota, equivalente a uma rentabilidade líquida de CDI + 0,2% ao ano sobre a cota patrimonial do fim de maio. Em 12 meses, os rendimentos somaram R$ 1,52 por cota, correspondentes a CDI + 1,9% ao ano na mesma base de comparação.Os proventos seguem isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, conforme as condições previstas na legislação.Resultados e distribuição do VGIR11A administração reportou estabilidade na política de distribuição, com foco em manter a aderência ao parâmetro de CDI mais prêmio. O desempenho reflete o comportamento dos indexadores atrelados ao CDI e os eventos de carteira observados durante o mês.No intervalo de 12 meses, a relação entre o fluxo distribuído e a cota patrimonial indica consistência com a estratégia de crédito, ainda que junho tenha sido marcado por forte giro e amortizações relevantes.Movimentações da carteira do VGIR11Junho teve atividade intensa no crédito. Do lado das alocações, o fundo aplicou R$ 16,1 milhões em uma nova operação, o CRI Artem, com cupom de CDI + 5,85% ao ano. A aquisição reforça a proposta de concentração em ativos indexados ao CDI com prêmio adicional.Nas saídas, houve vendas de R$ 48,2 milhões, contemplando o desinvestimento integral nos CRIs Oscar Freire 59S, Ditolvo Choice 3S e Choice 2S, além da redução parcial da posição no CRI Oscar Freire 50S. As operações visaram ajustes táticos e reciclagem de portfólio.O mês também foi marcado por amortizações relevantes, totalizando R$ 139,1 milhões entre ordinárias e extraordinárias. Destacaram-se a amortização total de R$ 58,1 milhões do CRI Tecnisa 397S e a parcial de R$ 75,1 milhões do CRI Tecnisa 11E 1S, que impactaram a dinâmica de caixa e o resultado da competência.Composição da carteira e dados de mercadoAo fim de junho, 82,9% do patrimônio líquido estava alocado em CRIs, distribuídos em 53 operações que somam R$ 1.174,9 milhões investidos. Os 17,1% restantes permaneceram em instrumentos de caixa, proporcionando liquidez para novas alocações e gestão de passivos.Toda a carteira segue atrelada ao CDI, em linha com a estratégia de concentração em CDI mais prêmio. Por segmento, o residencial responde por 83,2% da exposição, seguido de escritório (9,0%), shopping (4,6%), BTS (1,7%) e pulverizado (1,5%), com diversificação por setores de lastro.Quanto ao tipo de emissão, 67,1% da carteira provêm de operações estruturadas via ICVM 160 e 32,9% via ICVM 476, com destaque para emissões exclusivas originadas pela gestora. A construção do portfólio prioriza governança e estruturação compatíveis com a política do fundo.No mercado secundário, o fundo encerrou junho com 273 mil investidores e volume médio diário negociado de R$ 3,984 milhões. O giro mensal totalizou R$ 83,670 milhões, com 8,673 milhões de cotas trocando de mãos, a um preço médio de R$ 9,65 por cota e variação entre R$ 9,56 e R$ 9,76 no período.