A Vale (VALE3) divulgou ao mercado, nesta terça-feira (21), o mapa sintético que consolida as instruções de voto a distância de seus acionistas para a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) que irá deliberar sobre uma vaga no conselho de administração da companhia e a eleição do presidente do conselho. As instruções são recebidas pelo depositário (B3), pelo banco escriturador (Bradesco) e pela companhia. A AGE ocorrerá na quarta-feira (22).De acordo com o mapa, na eleição para uma posição no conselho, Ieda Gomes Yell lidera no voto a distância, 1.396.270.443 votos pela aprovação, 302.488.324 pela rejeição e 367.272.980 abstenções. Já para José Maurício Pereira Coelho são 616.107.368 a favor, 28.579.744 contra e 1.421.344.635 abstenções. Já para a posição de presidente do conselho, Manuel Lino Silva de Sousa Oliveira está na frente no voto a distância com 1.292.298.490 votos pela aprovação, 49.174.968 votos de rejeição e 724.558.289 abstenções. Marcelo Gasparino da Silva conta com 746.237.752 votos favoráveis, 889.014.019 de rejeição e 430.779.976 abstenções. O mapa de votação sintético corresponde aos votos de 2.066.031.747 ações para a Assembleia, representando 48,5% do capital votante da companhia e não inclui os votos dos detentores de American Depositary Receipts, que serão representados na Assembleia pelo JPMorgan, na qualidade de banco depositário.Dança das cadeiras no conselho da ValeNo início de julho, a Vale informou ao mercado que recebeu a renúncia de Daniel André Stieler aos cargos de membro e presidente do aonselho de administração da companhia,.A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil e um dos principais acionistas da Vale, havia solicitado a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária para votar a destituição de Stieler da presidência do conselho. A fundação afirmava que a mudança fazia parte de um processo natural de renovação da liderança e contribuiria para reforçar a independência e a governança da companhia.No entanto, desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ganharam força relatos de que a Vale estaria sob pressão do governo federal para ampliar seus investimentos. Nesse contexto, parte do mercado passou a interpretar a ofensiva da Previ para ampliar sua influência na mineradora como um desdobramento desse cenário.O pedido da Previ encontrou resistência da maioria do conselho. Em ata divulgada no fim de junho, os conselheiros recomendaram que os acionistas rejeitassem a destituição, argumentando que o fundo não havia apresentado fatos concretos que justificassem a substituição.A Previ apoia a eleição de Manuel Lino Silva de Sousa Oliveira, conhecido como Ollie, para a presidência do conselho, em disputa com Marcelo Gasparino, atual vice-presidente do conselho, na AGE.