Marrocos criará uma grande estrada, que levará o nome do presidente dos Estados Unidos. Donald Trump. A informação foi divulgada neste domingo (26/7) pelo líder norte-americano.Nomeada Rodovia Presidente Donald J. Trump – A Estrada da Paz para a Prosperidade, possuí mais de 1 mil km de extensão, e liga as cidades de Tiznit e Dakhla. Estimativas apontam que o mega-projeto custou cerca de US$ 1 bilhão (mais de R$ 5 bilhões).Em uma publicação na rede social Truth, o republicano agradeceu o rei do do Marrocos, Mohammed VI. Até o momento o governo marroquino não confirmou a informação divulgada por Trump sobre a rodovia Tiznit-Dakhla, nome oficial do projeto.“Agradeço ao altamente respeitado Mohammed VI, rei de Marrocos — uma grande honra! Espero poder percorrer toda a extensão desta grande rodovia algum dia, espero que em breve!”, escreveu Trump na publicação. Leia também BrasilLula volta a dizer que não aceita ingerência em meio a tensão com Trump MundoGoverno Trump dá parabéns a Venezuela por saída do Tribunal de Haia MundoTrump brinca e diz que vai concorrer ao 3º mandato: “Será ainda melhor” MundoTrump diz que “ainda não é o momento de acordo com o Irã” Além de um projeto de infraestruturas, a rota que levará o nome de Trump carrega como plano de fundo uma disputa de décadas entre o Marrocos e separatistas no Saara Ocidental.A estrada irá conectar Tiznit, na região do Saara Ocidental controlado pelo governo de Rabat, até Dakhala, que também está sobre controle marroquino mas é alvo de reivindicações da Frente Polisário.Considerado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como um território não autônomo, a região é alvo de disputas entre o Marrocos e a Frente Polisário — movimento político e militar que busca a independência dos saarauis — desde a década de 1970.Na época, a Espanha se retirou do território após anos de colonização, Marrocos e Mauritânia anexaram partes do Saara Ocidental. Foi nesse contexto, que a Frente Polisário entrou em ação para defender o povo nativo da região, em um conflito que se estendeu até a década de 1990.Apesar de a Mauritânia se retirar da área que ocupada em 1979, o conflito entre o grupo e forças marroquinas durou até 1991. Entre os pontos acordados no cessar-fogo estava previsto a realização de um referendo de autodeterminação, com mediação da ONU, mas que não chegou a ser realizado até hoje.Desde então o Saara Ocidental é dividido entre o Marrocos, que controla cerca de 80% do território, e a Frente Polisário, sob o governo autoproclamado da República Árabe Saarauí Democrática (RASD), que mantém presença na porção leste da região.Trump apoia as reivindicações marroquinas desde seu primeiro mandato como presidente dos EUA. Em 2020, o líder norte-americano reconheceu a soberania do Marrocos no Saara Ocidental, depois que o país normalizou relações com Israel nos Acordos de Abraão.