A juíza federal María Eugenia Capuchetti, da Argentina, solicitou ao governo de Javier Milie que informasse se o candidato derrotado à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), teve algum impedimento ou não para entrar no país e ordenou que as imagens das câmeras de segurança da ponte internacional entre os dois países fossem preservadas, do Departamento de Imigração e do aeroporto de Puerto Iguazú. A informação é do jornal argentino La Nación.Segundo o jornal, procurador geral da cidade de Misiones Fabián Martínez solicitou o arquivamento da denúncia de investigação sobre possível ilegalidade na entrada de Flávio Bolsonaro no país, a informação foi confirmada por fontes judiciais ao jornal La Nación. Parlamentares e dirigentes da oposição exigiram explicações do governo de Javier Milei sobre uma eventual ajuda para a fuga do senador e ex-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) da Argentina, rumo aos Estados Unidos, e apresentaram um pedido de interpelação a membros de seu gabinete.Flávio, sua esposa e suas duas filhas entraram na Argentina na noite de terça-feira (27) pela província de Misiones e, cerca de duas horas depois, partiram de Puerto Iguazú em um avião privado rumo aos Estados Unidos, com escala no Equador.“Bolsonaro fugiu. Milei o ajudou. Já apresentamos o pedido de interpelação ao chefe de gabinete, Diego Santilli, para que preste contas perante o Congresso”, disse no X o deputado Agustín Rossi, da ala peronista de oposição.O senador conservador, de 45 anos, que ainda não reconheceu sua derrota eleitoral para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é alvo de várias investigações judiciais em curso no Brasil. A Justiça havia proibido sua saída do país e cancelado seus passaportes, embora não houvesse ordem de prisão.O bloco oposicionista União pela Pátria questionou o governo sobre “por que não foi retida a aeronave nem atrasada a decolagem enquanto se verificava a situação judicial do passageiro”, dada a “implicação que este caso tem para a relação bilateral”.Os parlamentares também perguntaram por que o comunicado que confirmou a entrada e a saída de Bolsonaro foi divulgado somente após a decolagem. “Quem deu a ordem para que fosse assim?”, questionaram.Além disso, solicitaram ao governo que confirmasse uma informação publicada pelo jornal La Nación sobre a presença do assessor presidencial Santiago Caputo no aeroporto internacional de Puerto Iguazú horas antes da decolagem do voo.As autoridades argentinas informaram na madrugada desta quarta-feira (28) a entrada e a saída de Bolsonaro, que viajou aos Estados Unidos com a esposa e as duas filhas em um voo privado com escala no Equador.*Com informações da AFP