Seis anos após a identificação do primeiro peixe-leão em Fernando de Noronha, a equipe de mergulho da Sea Paradise intensificou as operações diárias de manejo marinho na região costeira, alcançando o recorde de 312 capturas em uma única expedição para conter o avanço devastador da espécie invasora sobre o ecossistema local.A operação ocorreu nessa quarta-feira (28).Desde a primeira aparição do peixe-leão na região, em 2020, a contenção da espécie invasora tornou-se uma missão diária para as equipes de mergulho local. Utilizando técnicas de mergulho profundo com elevado tempo de fundo, os profissionais já retiraram quase 5 mil espécimes do oceano na tentativa de conter os impactos ambientais.Veja vídeo após a capturahttps://admin.cnnbrasil.com.br/wp-content/uploads/sites/12/2026/10/WhatsApp-Video-2026-10-29-at-18.41.41.mp4 Leia Mais Orca com força descomunal explode gigante peixe-lua após investida; veja Tráfico de pepinos-do-mar brasileiros é identificado por DNA em estudo Três amigos fisgam atum gigante de 300 kg e 2,6 metros no mar, mas enfrentam "drama" inusitado: não podiam se atrasar para pegar os filhos na escola Segundo Fernando Rodrigues, mergulhador profissional da Sea Paradise, as operações de varredura já fazem parte da rotina de preservação marinha. No entanto, o rápido crescimento populacional do animal preocupa os especialistas.“Apesar da gente também estar aumentando a eficiência na captura, eles estão se reproduzindo muito rápido, e se a gente diminuir o esforço eles vão tomar conta, vão dominar de vez, por isso é necessário manter o esforço de captura dessa espécie, porque ela pode prejudicar duramente o meio ambiente.”Enquanto no início dos trabalhos a captura de 30 a 40 espécimes era considerada atípica, atualmente as expedições costumam recolher rotineiramente entre 100 e 150 peixes por saída. Recentemente, em uma única ação na região do porto, a equipe atingiu o marco de 312 peixes-leão capturados.Rodrigues afirma que os peixes são distribuídos para várias universidades do Brasil para estudos.O mergulhador conclui com um alerta sobre a gravidade da situação. “Se a gente diminuir o esforço, eles vão tomar conta, vão dominar de vez, por isso é necessário manter o esforço de captura dessa espécie, porque ela pode prejudicar duramente o meio ambiente”.*Sob supervisão de Thiago Félix