Nilva Fagnani leva para a solidariedade a dedicação que marcou sua trajetória na educação

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Foto: Arquivo Pessoal/Nilva FagnaniA aposentadoria, em 2014, não encerrou a trajetória de Nilva Maria dos Santos Fagnani no trabalho comunitário. Aos 71 anos, a ex-professora continua envolvida com ações beneficentes em Mirandópolis. Desde 2023, sua casa recebe os bingos mensais do Curso de Gestantes, que se tornaram momentos de convivência, amizade e solidariedade. Ao longo da carreira, Nilva também ajudou a organizar formaturas escolares e participou de atividades em benefício de instituições como a APAE e a AMAI. Hoje, mantém a disposição para reunir pessoas, acolher e contribuir com a comunidade.Como foi sua infância?Tive uma infância muito boa. Meu pai era motorista da Prefeitura e minha mãe cuidava da casa. Morávamos perto do CAM, quando o clube ainda estava sendo construído e a rua não era asfaltada. Meu pai trazia toras de madeira do sítio, e nossos pais reuniam as crianças da vizinhança para contar histórias. Brincávamos de betia e esconde-esconde. São lembranças muito gostosas.E a adolescência?Eu sempre fui festeira. Quando alguém fazia aniversário, organizávamos um bolinho, uma brincadeira dançante ou uma festa no fundo do quintal. Depois dos 15 anos, comecei a ir aos bailes. Meu pai deixava porque morávamos perto, mas, às 2h, já estava esperando para me buscar. Era o horário combinado, e eu sabia que ele estaria lá.Como começou sua trajetória profissional?Trabalhei em um banco na juventude e depois fui para São Paulo, onde conheci Carlos, meu marido, por volta de 1974. Tivemos duas filhas, Carolina e Carla, que hoje moram em São Bernardo do Campo. Mais tarde, dei aulas nas escolas das Alianças, do Amandaba e em Lavínia. No inicio, enfrentava estradas de terra e, às vezes, o carro chegava a atolar, mas sempre gostei de trabalhar.Nilva Fagnani ao lado das filhas. Foto: Arquivo PessoalE as festas escolares?Sempre gostei de organizar festas. Durante cerca de oito anos, ajudei nas formaturas da escola Noêmia Dias Perotti (Ceni), cuidando da organização e da arrecadação de dinheiro. Até hoje, guardo com carinho as lembranças dessas festas, registradas em livros de fotografias no Ceni. Também tive um buffet por cerca de três anos, mas precisei parar por não conseguir conciliar o negócio com a escola.Como iniciou os bingos?Eu frequentava os bingos na casa da dona Alzira Galvani havia mais de 15 anos. Depois da pandemia, as integrantes do Curso de Gestantes pediram para realizar os encontros na minha casa. Desde 2023, recebo o grupo aqui. Todo mundo gosta porque é uma casa de vó, sempre tem café, bolo e um ambiente aconchegante. Como sempre gostei de organizar festas e reunir pessoas, acolher o grupo foi uma continuação natural do que eu já fazia.Como são os encontros?Os bingos acontecem na segunda quarta-feira de cada mês e seguem temas ligados às campanhas de conscientização. Em outubro, por exemplo, fizemos o Outubro Rosa; em novembro, será a vez do Novembro Azul. Até na Câmara, quando recebemos uma moção de aplausos, fomos todas vestidas de rosa. Eu canto os números, gosto de brincar e sempre invento alguma surpresa para deixar os encontros mais divertidos.Como é a vida após a aposentadoria?A gente se aposenta, mas a casa não. Continuo envolvida com as pessoas e com ações filantrópicas. O bingo formou uma grande família, com amizades que vão além dos encontros mensais. Mesmo fora dos bingos, mantemos o contato e nos reunimos para conversar e tomar café.Que mensagem deixa?Procuro seguir uma coisa na vida: fazer o bem sem olhar a quem. Não preciso que meu nome seja divulgado quando ajudo alguém. Acho importante divulgar o trabalho solidário quando isso pode incentivar outras pessoas a fazerem o mesmo. O importante é fazer o bem.O post Nilva Fagnani leva para a solidariedade a dedicação que marcou sua trajetória na educação apareceu primeiro em AGORA NA REGIÃO.