Brasil precisa ajustar rota da dívida pública, diz economista

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Simone Tebet defendeu a criação de uma PEC para ajustar as contas públicas do Brasil. O economista Luccas Saqueto, da GO Associados, avalia que a proposta vai na direção certa, mas ressalta que qualquer nova regra fiscal precisa transmitir credibilidade à sociedade.Em entrevista ao CNN Money, Saqueto afirmou que o país enfrenta um desafio estrutural nas contas públicas.“A regra atual não serviu para conter o aumento da dívida pública”, declarou o economista, acrescentando que o arcabouço fiscal aprovado em 2023 acumulou tantas exceções ao longo do tempo que perdeu o rigor necessário. Leia Mais No limite da irresponsabilidade Mercado cobra de Lula agenda fiscal crível para conter a dívida pública "Pacote de bondades" arma bomba fiscal para 2027, apontam especialistas Para ele, é preciso adotar diretrizes que coloquem “a dívida pública num caminho menos ascendente do que ele é hoje”.Saqueto apontou que o Brasil concede muitos incentivos fiscais, alguns dos quais não apresentam retorno social adequado.“Alguns setores têm muito poder de lobby para conseguir o benefício fiscal, mas o retorno social não é tão grande”, afirmou.Além disso, o economista citou as emendas parlamentares e os chamados supersalários como gargalos relevantes que pressionam o orçamento federal. Ele lembrou que mais de 90% do orçamento federal já está comprometido com despesas obrigatórias, entre elas os salários dos servidores públicos federais.O economista também criticou a estratégia adotada ao longo do último governo Lula, que apostou principalmente no aumento da arrecadação para equilibrar as contas, em vez de enfrentar o lado dos gastos.“Quando a economia cresce pouco, automaticamente a receita também diminui. E se os gastos já estão pressionando, acaba aumentando a dificuldade de organizar as contas públicas”, explicou Saqueto.Segundo ele, a projeção mediana para o crescimento da economia nos próximos anos é de cerca de 1%, o que torna ainda mais arriscada a dependência do aumento de receitas.Para Saqueto, qualquer nova proposta fiscal precisa ser crível e efetivamente cumprida pelo governo. Ele alertou que seria “muito negativo para a sociedade e para o mercado” um anúncio que apostasse novamente apenas no aumento das receitas.O economista destacou ainda que a elevada taxa básica de juros vigente está diretamente relacionada à insegurança fiscal.“Os investidores vêm com um certo receio à política fiscal do governo e cobram muito caro para financiar o governo.”Segundo ele, um ajuste fiscal crível abriria caminho para a redução dos juros, beneficiando a sociedade como um todo.“Se a gente não enfrentar esse problema, quem vai pagar a conta é toda a sociedade brasileira”, concluiu. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.