Um suspeito de divulgar conteúdo com indícios de xenofobia contra nordestinos e incitação à violência foi preso em flagrante em Espinosa, no Norte de Minas Gerais. A prisão ocorreu após uma atuação conjunta do MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) e da Polícia Civil, que investigam publicações nas redes sociais.Segundo o MPMG, a Promotoria de Justiça de Espinosa instaurou um procedimento para apurar o caso, preservar tecnicamente as evidências digitais e encaminhar o material à Polícia Civil para as providências investigativas.No vídeo, o rapaz fazia uma alusão a dar cintadas em nordestinos que fossem a ele para vender produtos. A legenda da pubçicação dizia: “Eu no priemiro nordestino que vier me vender tapete”. Veja:https://admin.cnnbrasil.com.br/wp-content/uploads/sites/12/2026/10/WhatsApp-Video-2026-10-27-at-14.51.46.mp4 Leia Mais Guarda municipal que cometeu racismo durante seminário é condenado em MG Homem é preso por estupro virtual e perseguição de ex-companheira no PR Professora acusada de esfregar prova em rosto de aluno é exonerada em BH O MPMG, porém, informou que apura publicações com indícios de discriminação por procedência regional e incitação à violência contra pessoas oriundas do Nordeste.A pessoa presa é investigada pela suposta prática de crimes previstos na legislação de combate à discriminação e à incitação ao crime. O Ministério Público não divulgou a identidade do suspeito nem detalhou quais condutas específicas são atribuídas a ele.As investigações continuam para esclarecer os fatos. Além da publicação inicialmente identificada, as autoridades analisam eventuais manifestações de apoio, incentivo ou incitação à violência que possam ter contribuído para a disseminação do conteúdo.MPMG alerta para nota falsaO Ministério Público também esclareceu que circulou nas redes sociais uma suposta nota atribuída à Promotoria de Justiça de Espinosa.Segundo a instituição, o material não foi produzido nem autorizado pelo órgão e foi retirado do ar após as providências cabíveis.A instituição afirmou que continuará acompanhando o caso e adotará as medidas cabíveis para buscar a responsabilização de eventuais envolvidos, com respeito ao devido processo legal e às garantias constitucionais.