A reflexão de Josh Kiszka sobre o ódio ao sucesso do Greta Van Fleet

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O Greta Van Fleet está na indústria musical há mais de uma década. Formada em 2012, a banda americana estourou em 2017, quando lançou o EP de estreia “Black Smoke Rising” e, então, o EP duplo “From the Fires”, que ganhou até mesmo um Grammy.A partir daí, os músicos precisaram lidar com uma série de críticas. Acusações de “cópia” do Led Zeppelin, seja pela sonoridade similar ou pelos vocais de Josh Kiszka que remetem ao de Robert Plant, também passaram a ser constantes. Ao conversar com a Classic Rock, o vocalista refletiu a respeito do tema e chegou à conclusão de que o público começou a direcionar ódio ao grupo por serem artistas novos numa cena com tantos nomes consolidados. Na opinião do cantor, havia a ideia de que estavam “invadindo o mundo sagrado do rock”:“Quando surgimos, acho que as pessoas estavam muito preocupadas com a possibilidade de invadirmos o mundo sagrado do rock and roll delas, sabe, o templo religioso delas. Éramos um bando de garotos atrevidos querendo mudar as coisas. Mas era justamente o contrário. Era uma demonstração do nosso respeito pelo gênero. Só queríamos fazer algo novo, levar as coisas adiante.”O próprio confessou que, com o tempo, parou de ler os comentários negativos. Ele explicou:“Parei de ler. Sou uma pessoa bastante sensível, então pensei: ‘isso está pesando na minha consciência’. Nem me lembro do nome da publicação, mas alguém disse que éramos um bando de músicos sem talento, que não sabiam compor uma música nem tocar. Coisas assim atingem você em um ponto sensível. Carrego algumas dessas críticas comigo. Mas não acredito nelas.”Como um exemplo positivo, Josh citou o caso de uma preparadora vocal que não gostava do trabalho do Greta Van Fleet, mas mudou de ideia ao vê-los ao vivo. Na ocasião, a profissional em questão entendeu que a banda “mantinha a chama do rock acesa”:“Uma preparadora vocal foi ao nosso show em Nova York. Era a nossa primeira apresentação ao ar livre, em um local do tipo anfiteatro ou arena. Ela assistiu ao show e depois me disse nos bastidores que era uma daquelas pessoas que não gostavam da gente, mas que mudou de ideia. Ela afirmou: ‘vocês merecem tudo o que está acontecendo com vocês, obrigada por manterem a chama acesa’. Então, ela mudou de opinião muito rapidamente.”Baixista corroboraEm 2019, Sam Kiszka trouxe uma opinião parecida. Ao Miami New Times, o baixista e tecladista fez a seguinte análise:“Para todo movimento de grande escala, existe uma força contrária. Não seria certo se fosse fácil demais. As pessoas reclamam que o rock está morto e depois nos criticam. Elas ficam negativas diante de um ressurgimento do rock? O rock and roll sempre esteve no underground. Muita gente do rock prefere que continue assim.”Greta Van Fleet atualmenteO Greta Van Fleet lançou recentemente o seu quarto álbum de estúdio. Intitulado “Palace for the People”, o disco chegou no dia 9 de outubro pela Republic Records.O material sucede “Starcatcher” (2023) e, portanto, é o primeiro do grupo em três anos. Mike Elizondo, conhecido pelas colaborações com Turnstile, Eminem e Fiona Apple, assinou a produção ao lado da própria banda.Segundo comunicado, o título surgiu durante a turnê de 2022, quando os músicos conheceram a história do Alexandra Palace, em Londres, Inglaterra. Originalmente chamado de “The Palace of the People”, o local foi criado na era vitoriana como um espaço de encontro e entretenimento para o público, e não para a elite da época.Quer receber novidades sobre música direto em seu WhatsApp? Clique aqui!Clique para seguir IgorMiranda.com.br no: Instagram | X/Twitter | Facebook | YouTube | Bluesky | Threads | TikTok.O post A reflexão de Josh Kiszka sobre o ódio ao sucesso do Greta Van Fleet apareceu primeiro em Igor Miranda.