A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) suspendeu a propaganda de dois suplementos alimentares em gotas após identificar anúncios na internet que atribuíam aos produtos efeitos de controle da glicose no sangue e melhora da sensibilidade à insulina, sem aprovação sanitária para isso.Os suplementos alimentares em gotas Glifit e Glicofit são fabricados pela empresa Vita Nutriom Saúde & Bem Estar Ltda.A medida consta na Resolução-RE nº 4.224, publicada no Diário Oficial da União na última terça-feira (27). A determinação se aplica aos ambientes de divulgação sob responsabilidade da empresa. Leia Mais Anvisa manda recolher e proíbe vendas de bebidas proteicas da NotShake Anvisa suspende uso e venda de dispositivos médicos após inspeção Anvisa aprova medicamento semanal para diabetes com insulina e semaglutida Quais promessas foram consideradas irregulares?Entre as alegações identificadas pela Anvisa nas propagandas estavam:“O Autêntico Regulador de Glicose”“Controle rápido dos níveis de açúcar no sangue”“Melhora a sensibilidade à insulina”“Mantém o pâncreas limpo e funcional”“Eliminando os picos de glicose”Segundo a agência, as mensagens configuram indicações terapêuticas e alegações funcionais e de saúde não aprovadas e enganosas.Anvisa retira de pauta e adia julgamento sobre recurso da Ypê | CNN NOVO DIAMedida não suspende fabricação dos produtosA resolução determina a suspensão da propaganda dos dois suplementos. A determinação não estabelece, nessa medida, a suspensão da fabricação ou da comercialização dos produtos.A decisão foi direcionada à empresa Vita Nutriom Saúde & Bem Estar Ltda. e abrange os ambientes de divulgação sob sua responsabilidade, não apenas os endereços eletrônicos.O que os suplementos podem prometer?A Anvisa destaca que suplementos alimentares não podem ser divulgados como se fossem medicamentos ou produtos capazes de prevenir, tratar ou curar doenças.A agência alerta que a publicidade enganosa constitui infração sanitária e pode configurar crime previsto no Código de Defesa do Consumidor.A CNN Brasil entrou em contato com a fabricante e até a publicação desta matéria não houve retorno.*Sob supervisão de Carolina Figueiredo